A ideia de reaproveitar a urina foi colocada em prática no Roskilde de 2015. Os organizadores do evento criaram uma campanha para coletar o xixi dos participantes e reutilizá-lo como fertilizante em plantações de malte. O projeto foi apelidado de “beercycling”, algo como reciclagem de cerveja.

Além de usar a matéria orgânica como adubo, a iniciativa também ajudou a resolver um problema bastante comum em grandes festivais ou festas de rua: a urina em locais inadequados.

Para incentivar os participantes, o festival contava com cartazes que diziam “Não desperdice o seu xixi. Produtores podem transformá-lo em cerveja novamente”. A festa também contou mictórios espalhados por todo o evento. Para as mulheres, o evento disponibilizou banheiros fechados, mas também equipados com os coletores.

O projeto conseguiu coletar 25 mil litros de urina durante todos os shows. O material foi entregue aos agricultores e na edição de 2017, o festival deverá ter cervejas feitas com o malte adubado com a urina dos participantes de 2015.

“A enorme quantidade de urina produzida em festivais estavam tendo um impacto negativo no meio ambiente e no sistema de esgoto. Mas, o ‘beercycling’ transforma essa usina em recursos”, explicou Leif Nielsen, representante do Conselho Dinamarquês de Agricultura e Alimentos, em declaração ao jornal The Guardian.

Redação CicloVivo