Estudantes são premiados por soluções sustentáveis e tecnológicas
Com alunos de escolas públicas, a competição Solve for Tomorrow destaca projetos inovadores para resolver questões sociais e ambientais
Com alunos de escolas públicas, a competição Solve for Tomorrow destaca projetos inovadores para resolver questões sociais e ambientais
Buscando incentivar jovens estudantes a desenvolverem soluções tecnológicas criativas para resolver problemas sociais e ambientais, a marca Samsung realiza globalmente a competição Solve for Tomorrow. Neste ano, entre os dez finalistas estiveram projetos de sustentabilidade, segurança rodoviária, sustentabilidade, construção civil, saúde e educação inclusiva. Em sua 11ª edição no Brasil, foram premiados seis projetos de estudantes dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e São Paulo. Abaixo trazemos os projetos vencedores e outros destaques.
Em primeiro lugar na categoria Vencedores Nacionais ficou o projeto ‘Filtropinha: dos Resíduos aos Recursos’, da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, no munícipio Carnaíba, Pernambuco. As segunda e terceira posições ficaram com os projetos ‘H.E.R – Hand Exoesqueleton for Rehabilitation’ e ‘E-Vision: Transformando a Educação com Tecnologia Inclusiva’, dos Estados de São Paulo e Ceará, respectivamente.

O H.E.R foi criado com o objetivo de facilitar o processo de reabilitação física de pessoas com dificuldades motoras. O grupo é formado pelos alunos Eduardo da Silva Pimentel, Iago Marinho Galdino Martin, Kassia Regina Pereira Fernandes, Kauã de Oliveira Lino e Rafael Bogos dos Santos, com orientação da professora Elaine Ronconi e parceria da professora Andrea Rodrigues da Cunha.

O estudante Eduardo explica por que ele e seus colegas decidiram criar o exoesqueleto. “A motivação por trás do ‘HER’ surgiu de uma vontade muito forte de ajudar pessoas que enfrentam desafios motores nas mãos. Durante nossas pesquisas e conversas com profissionais da saúde, percebemos o quanto a reabilitação de movimentos pode ser um processo difícil, tanto para os pacientes, quanto para os profissionais que os acompanham. Por isso, desenvolvemos um protótipo que pudesse facilitar essa jornada, trazendo mais esperança e resultados efetivos”.
O exoesqueleto de mão “HER”, segundo Eduardo, foi projetado para auxiliar a reabilitação de pessoas que não têm a coordenação motora fina, seja por consequência de acidente ou doenças neurológicas, como a dispraxia. “O exoesqueleto funciona se adaptando à mão de cada usuário. O que torna o ‘HER’ único é a sua capacidade de personalização. Ele foi desenvolvido para se ajustar às necessidades específicas de cada usuário, oferecendo um processo de reabilitação mais eficiente, com um design ergonômico, podendo ajudar na recuperação da força e da precisão. Nosso sonho é que o exoesqueleto se torne uma ferramenta mais acessível para reabilitação. Imagine poder segurar um copo de água e até mesmo escrever depois de muito tempo sem fazer esse movimento simples? É exatamente esse o impacto que queremos causar com o projeto”, complementa.

No E-Vision, equipe é formada por quatro alunas e um aluno do segundo ano do curso técnico de redes de computadores, que desenvolveram um protótipo com tecnologias de visão computacional para dar suporte a alunos com deficiência visual. O projeto é um tipo de óculos com microfone e outros recursos de voz, capaz de auxiliar na leitura de materiais impressos e na descrição de ambientes em tempo real. O aparelho informa ao usuário o que está acontecendo de forma detalhada e ainda pode tirar fotos do ambiente e de elementos específicos, além de informar data, hora e a localização em território nacional.
Os três projetos ganhadores nesta categoria foram selecionados por uma banca julgadora composta por representantes da Samsung e do Cenpec, bem como especialistas de universidades e profissionais atuantes nas áreas de educação, ciências e tecnologia, além de membros da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC), da ONG Todos pela Educação e do Colégio Bandeirantes.
A banca julgadora também atribuiu aos alunos da Escola Estadual Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal, em Serrinha (Bahia), a menção honrosa pelo projeto ‘Bio cimento: blocos de papel para pavimentação intertravada de calçadas’, devido ao seu potencial transformador na área de construção civil, impactando a comunidade local e escolar.

Já na categoria Júri Popular, marcada pelos votos do público geral entre 21 e 29 de novembro, foram destaque os projetos ‘InfoLadies – Sustentabilidade e Nanotecnologia’, desenvolvido por um grupo 100% de cientistas mulheres da Escola Estadual Professor Sebastião de Oliveira Rocha, em São Carlos (SP); o projeto ‘Bio cimento: blocos de papel para pavimentação intertravada de calçadas’, da Escola Estadual Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal, em Serrinha (BA), e o projeto ‘Pharmakos’, da Escola Técnica Estadual (ETEC) Coronel Fernando Febeliano da Costa, em Piracicaba (SP).

No caso do InfoLadies, o projeto apresentado pelas alunas é composto por uma tinta que conduz uma corrente elétrica para montar placas solares de baixo custo, utilizando a plataforma de programação Arduino2. Além de uma placa criada em uma impressora 3D, as estudantes também desenvolveram uma placa de vidro, na qual são aplicadas fitas de LED para serem interligadas às tintas condutivas, otimizando a geração de energia elétrica. A tinta sustentável ainda é idealizada a partir da reciclagem de isopor e uma mistura com óleos essenciais.
Um grupo formado por dois alunos e uma aluna do 3º ano do ensino médio, da Escola Marconi Coelho Reis, no município de Cascavel, Ceará, entrou para os 10 finalistas do Solve For Tomorrow Brasil com um protótipo multifuncional para tratamento da água.
O projeto ‘MPB: Membrana Polimérica Biodegradável Multifuncional para Tratamento de Água’ é composto por uma membrana não poluente capaz de filtrar cerca de 60 litros de água dependendo do seu nível de poluição. Para isso, os alunos utilizaram o extrato da folha de moringa – também chamada de Acácia-branca –, uma farinha produzida a partir da semente da planta e uma bebida fermentada conhecida como Kombucha. Após 10 dias de fermentação, essa mistura gera uma membrana, que os alunos recolhem com luva e deixam secando em uma estufa ou no sol. Quando seca, ela se transforma em uma espécie de plástico, que é aplicado em uma determinada quantidade de água para tratamento.

“A temática da água é recorrente em nossa comunidade, pois enfrentamos desafios em relação à sua escassez e contaminação por corantes, óleos e poluição plástica, por exemplo. Até na escola já foram canceladas aulas por falta de água. E em larga escala, a ONU afirma que cerca de 2,3 milhões de pessoas no mundo sofrem com escassez de água”, afirma Heloina Lopes Capistrano, professora de biologia e orientadora do grupo. “Com base nessas informações, os alunos pensaram no protótipo como uma solução para essa falta de água e para lidar com sistemas poluídos”.

A professora conta ainda que o Solve For Tomorrow é um importante incentivo aos alunos de toda a escola, que a cada ano procuram se inscrever no programa com um novo projeto. “Eles estão sempre observando as demandas da comunidade pensando em desenvolver soluções e participar da premiação. Em 2024 foram seis projetos inscritos e estou feliz de estar na final com essa ideia em especial. Todo o grupo ficou muito contente, não apenas pelo destaque no programa, mas por representar nosso estado e ajudar a comunidade a ter acesso à água tratada”, conclui a educadora.

Os Vencedores Nacionais da edição ganharam um projetor da Samsung para cada escola, bem como um troféu, placa comemorativa e selo digital. Ainda sobre a premiação dos Vencedores Nacionais, a equipe que ocupou a primeira posição foi contemplada com um notebook Samsung e um fone de ouvido Samsung para cada aluno do grupo. A equipe que ficou em 2º lugar foi premiada com um smartphone Samsung e um fone de ouvido Samsung para cada aluno. Já o time que ficou em 3º lugar levou smartwatch Samsung e um fone de ouvido Samsung para cada aluno.
Na categoria Júri Popular cada estudante, professor(a) orientador(a) e professor(a) parceiro(a) dos 3 projetos eleitos pelo público foram contemplados com um fone de ouvido sem fio Samsung. E suas escolas foram premiadas com um projetor Samsung e um troféu do programa. Além disso, cada professor(a) orientador(a) e professor(a) parceiro(a) das 20 equipes semifinalistas foram contemplados com um tablet Samsung. E todos os estudantes finalistas receberam um tablet Samsung, enquanto os professores orientadores e parceiros das 10 equipes finalistas foram premiados com um notebook da marca.

“A cerimônia de premiação do Solve for Tomorrow é sempre muito especial por conta da oportunidade de conhecer de perto as dez equipes finalistas”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina. “O Solve For Tomorrow é uma oportunidade para que os estudantes ingressem nas áreas da Ciência e da Pesquisa enquanto contribuem ativamente para fazer a diferença em suas comunidades. Esse é um dos principais objetivos do programa e é uma parte importantíssima da nossa visão global de cidadania corporativa, ‘Together for Tomorrow! Enabling People’”, conclui.
“Quero registrar nosso reconhecimento pela dedicação e pelo trabalho das equipes ao longo dessa edição. Temos certeza de que essa vivência motivará ainda mais educadores e educadoras a fazer da escola um lugar aberto à criatividade e à inovação”, afirma Beatriz Cortese, Diretora Executiva do Cenpec. “É gratificante conhecer projetos incríveis e inovadores realizados em escolas públicas de todo o país. São propostas que aplicam os conteúdos escolares na melhoria da realidade de cada território”, acrescenta.