O sobe e desce de turistas na ladeira de Itá agora é 100% movido por energia solar. Instalado em maio de 2017, o Funicular, um tipo de bonde que liga a parte baixa, onde ficam as atrações turísticas, e o centro da cidade de Itá, localizada no oeste catarinense, foi o primeiro do país inteiramente fabricado em território nacional. Já veio de fábrica com placas solares instaladas no teto, que geram a energia que alimenta os comandos internos da cabine, como o abrir e fechar da porta, refrigerar e iluminar. O novo sistema fotovoltaico instalado pela ENGIE no telhado da estação onde ocorre o embarque-desembarque, no entanto, amplia a geração e supre todo o funcionamento da empresa com energia renovável, incluindo o funcionamento do Funicular.

O Funicular é utilizado principalmente pelos turistas que visitam Itá, cerca de 60 mil por ano, para os deslocamentos entre a região baixa, onde se concentram as atrações como o parque de águas termais e o lago da Usina Hidrelétrica Itá, e o centro comercial da cidade. “Além de ser o segundo mais antigo no Brasil, depois de 90 anos de instalação do primeiro em 1927, no Monte Serrat, em Santos, é também, pelo que se tem conhecimento, o único no mundo acionado exclusivamente por energia solar”, diz Flávio Calgaro, sócio da empresa Itá Eco Turismo.

Além do passeio do bonde a Itá Eco Turismo possui uma área de 25 mil metros quadrados de floresta nativa preservada onde oferece atrações como passeios, um circuito de arvorismo com trilhas suspensas a mais de 30 metros de altura entre as copas de árvores centenárias e, ainda, uma tirolesa que, com 1.750 metros de extensão, tem o terceiro maior percurso da América do Sul. É o primeiro empreendimento turístico da cidade a se tornar autossuficiente em energia e a instalação do sistema solar, completada em novembro, irá proporcionar uma economia mensal de cerca de 900 reais na fatura de energia elétrica da empresa. O tempo de retorno do investimento é estimado em cinco anos.

“Os motores elétricos do Funicular são os equipamentos que mais consomem energia hoje na empresa, já que a arquitetura da sede é projetada para melhor aproveitar luz e ventilação natural, reduzindo o uso de energia. Mas, com esse novo investimento, 100% da empresa será suprida com a energia limpa”, diz Calgaro. “Este investimento soma-se às práticas da empresa que visam menor impacto e maior sustentabilidade ambiental, como o uso de lâmpadas econômicas, telhados com isolamento térmico e um sistema de reaproveitamento de água da chuva”, completa Calgaro.

Para o diretor executivo de soluções fotovoltaicas da ENGIE, Rodrigo Kimura, é importante para a empresa a oportunidade de poder contribuir com o fornecimento de equipamentos e sistemas fotovoltaicos em projetos como esse, cuja atividade principal é voltada para a preservação ambiental. “Além da efetiva economia na fatura de energia, com a energia solar, o cliente tem a satisfação de poder contribuir com a maior preservação ambiental com uso de uma fonte renovável e descarbonizada”, completa.