De um lado, assegurar aos consumidores maior garantia sobre a origem da carne bovina comprada no supermercado por meio de um sistema de monitoramento por satélite. De outro, apoiar os pecuaristas da Amazônia para a produção de gado de um modo mais sustentável. Esses são os principais objetivos dos dois novos projetos do Programa de Pecuária Sustentável do Walmart Brasil.

O sistema de monitoramento e gestão de risco da carne bovina do Walmart é fruto de um ano e meio de estudos e tem como diferencial integrar em um mesmo sistema dados de georreferenciamento que mapeiam desmatamento, terras indígenas e unidades de conservação com informações de listas públicas de áreas embargadas e trabalho escravo.

“Como essas informações foram integradas ao nosso sistema de compra de carne, a equipe comercial vai saber de forma rápida e precisa, antes de receber o pedido do frigorífico, se há algum risco ambiental ou social na compra de carne de determinada fazenda”, explica o Vice-Presidente Comercial do Walmart Brasil, Alain Benvenutti.

Dependendo do risco identificado pelo sistema, como desmatamento ou trabalho escravo, o sistema pode bloquear o pedido de compra e enviar notificação para o fornecedor imediatamente. “A empresa só volta a negociar com aquela fazenda após comprovação de que os problemas foram resolvidos”, acrescenta. Para cada nível de risco, complementa Alain, há uma ação específica recomendada pelo sistema para ser tomada.

“O nosso sistema de monitoramento é um passo enorme do varejo em busca de uma cadeia da carne mais sustentável. O caminho da carne entre a fazenda e o supermercado é muito longo e com esse sistema vamos ampliar bastante o grau de precisão sobre a origem do produto”, comenta a diretora de Sustentabilidade do Walmart, Camila Valverde.

O primeiro frigorífico a aderir ao projeto foi a JBS. Maior indústria do setor no país, a JBS entrou ainda na fase de desenvolvimento do sistema, fornecendo as informações sobre suas plantas e fazendas na Amazônia. Todos os demais frigoríficos parceiros da rede de supermercados vão cadastrar até junho suas informações geográficas (latitude, longitude, perímetro etc) sobre as fazendas diretas que compram a carne que vai para o Walmart.

Dessa forma, a empresa acredita que todo o volume de carne comercializado nas lojas, que é proveniente de centenas de plantas frigoríficas e de milhares de fazendas distribuídas pelos estados do bioma amazônico, estará 100% monitorado até 2015.

“Já estamos monitorando as plantas frigoríficas e agora começando a monitorar também as fazendas localizadas na Amazônia. Depois vamos ampliar para outros biomas e regiões do país. Priorizamos a região amazônica, pois sabemos o quanto a Amazônia é fundamental para o planeta e o impacto da pecuária no desmatamento e emissão de gases de efeito estufa naquela região”, explica Camila.

 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.