caminhões movidos a energia solar
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A PepsiCo, empresa norte-americana de alimentos e bebidas, e a Sunew, empresa brasileira de película fotovoltaica, se uniram para o desenvolvimento de um projeto de energia solar pioneiro para caminhões de distribuição.

A Sunew iniciou a instalação de Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV) em 10 veículos da frota de distribuição da PepsiCo, em um projeto piloto para melhorar a gestão da recarga da bateria dos veículos e do seu sistema de iluminação. O plano é expandir a solução de energia limpa para toda a frota da companhia.

“A PepsiCo tem o compromisso de tornar a sua cadeia logística cada vez mais sustentável, aliando o fornecimento de suprimentos aos consumidores ao desenvolvimento econômico e social, enquanto ajuda a proteger o planeta e a diminuir impactos. Este projeto em parceria com a Sunew, em conjunto com outras inciativas como a inclusão de veículos movidos à GNV e elétricos, visam contribuir para mitigar as nossas emissões de CO2 no meio ambiente, com meta global de redução de 20% até 2030“, afirma Eduardo Sacchi, diretor sênior de Supply Chain da PepsiCo Brasil.

De acordo com Tiago Alves, CEO da Sunew, “repensar a mobilidade de forma sustentável e amiga do meio ambiente tem se tornado cada vez mais necessário. O pioneirismo da PepsiCo ao investir na tecnologia mais limpa para sua frota de distribuição é um grande exemplo de inovação para construção de um futuro mais sustentável no Brasil e no mundo”, analisa

O objetivo da parceria, além da promoção de eficiência energética em veículos e otimização da operação de distribuição, é contribuir, no longo prazo, com a diminuição da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), já que o transporte é o setor responsável por grande parte das emissões, principalmente nos grandes centros urbanos.

Somada à esta iniciativa, a PepsiCo anunciou, no início de junho, a compra de 18 caminhões Scania movidos a GNV (gás natural veicular), ou gás biometano, a maior aquisição de veículos com esta tecnologia da história do país e, em março deste ano, adquiriu caminhões elétricos de 8 toneladas para a distribuição dos produtos de sua divisão de salgadinhos a comércios de pequeno e médio portes. Todas essas ações visam expandir o uso de energia limpa pela companhia, com o objetivo de transformar sua frota em 100% sustentável.

Sunew e Energia Solar por OPV

A energia solar gerada por OPV já é uma realidade em obras de arquitetura e em peças de mobiliário urbano. A parceria com a PepsiCo endereça uma das principais verticais de negócios da Sunew: o mercado de mobilidade, com uso de energia limpa em carros, ônibus, barcaças, vans e caminhões, aplicações pouco exploradas pelo mercado de energia solar.

Por ser um filme leve, flexível, semitransparente, resistente a torção, e vibração e com alta capacidade de absorção de luz difusa, o OPV se destaca como solução inovadora para o aumento de eficiência energética em veículos de combustão (convencionais), híbridos e elétricos.

Segundo Felipe Reis, gerente de Produtos da Sunew, comparativamente a outras tecnologias solares, o OPV se apresenta como melhor solução, tendo em vista sua resistência às condições operacionais de um veículo. “Por serem tecnologias solares rígidas, os painéis solares tradicionais acabam por apresentar trincas e danos que reduzem drasticamente a sua vida útil nessas condições de operação”, explica o executivo.

A solução proposta consiste na instalação de um sistema de geração de energia solar composto por filmes Sunew LIGHT™, posicionados na parte superior externa (teto) do implemento e um controlador de carga que fará a gestão da recarga da bateria do caminhão e do sistema de iluminação. A instalação tem o objetivo de manter a carga da bateria em níveis operacionais, fornecendo energia para os sistemas de carga de stand-by do caminhão, luzes internas do implemento e impressora fiscal.

O OPV garantirá que a bateria do caminhão esteja sempre em funcionamento, aumentando a disponibilidade do veículo, o que minimizará o risco de paradas não programadas e até mesmo a ociosidade de parte da frota que por descarga da bateria acaba não entrando em operação para distribuição dos produtos. Além disso, um prolongamento da vida útil da bateria é esperado, o que reduz custos e minimiza os impactos ambientais associados ao seu descarte.