A vida do homem seria extremamente difícil se a abelha desaparecesse. A afirmação é de ninguém menos que Charles Darwin e estampa o site do projeto Bee Saving Paper: uma tentativa inusitada de salvar as abelhas.

Contexto

Acredita-se que as abelhas e outros insetos polinizadores sejam responsáveis ​​por manter 90% de todas as plantas silvestres existentes. Estima-se que os “serviços” de polinização fornecidos pelas abelhas tenham um valor econômico global de 150 bilhões de euros. Sem mencionar o papel essencial da polinização na produção de alimentos. Mesmo com tantos benefícios, os números das abelhas estão diminuindo. E a ausência de abelhas representa um grande risco não só para a economia, mas também para a prosperidade humana.

Este declínio dramático é resultado de múltiplos fatores, incluindo o uso extensivo de pesticidas, rápida industrialização e desenvolvimento urbano sem precedentes. Tudo isso faz com que as abelhas tenham que voar muito mais em busca das plantas que precisam. Longas distâncias os esgotam. Como resultado, muitos deles não têm energia para sobreviver e acabam no chão, morrendo.

Oportunidade

Para ajudar as abelhas, a Saatchi & Saatchi IS Warsaw uniu-se à City Bees, uma organização que incentiva a paixão pelas abelhas em comunidades urbanas, para lançar o Bee Saving Paper – um material biodegradável que funciona como uma bebida energética para as abelhas.

O Bee Saving Paper foi desenvolvido em colaboração com muitos profissionais, incluindo especialistas em entomologia (especialidade da biologia que estuda os insetos) e artesãos de papel. Ele contém uma forma única de glicose rica em energia e sementes de plantas de mel. Além disso, é coberto com tinta UV à base de água. As abelhas são atraídas para a pintura porque imita um prado cheio de pólen.

Material

O papel tem uma dupla função útil: o tipo especial de glicose em sua estrutura não torna o papel pegajoso, e dá às abelhas um impulso de energia. O que a abelha deixa para trás, após se alimentar do conteúdo do papel, são sementes de uma de suas plantas favoritas – Lacy Phacelia. E isso é o mais legal: as sementes vão germinar, crescer e florescer, de forma que no ano seguinte elas vão alimentar as abelhas.

“Nós conseguimos desenvolver e produzir o que provavelmente é o primeiro papel que a natureza não apenas gostaria que você usasse, mas talvez até mesmo deixasse cair no chão. Atualmente, estamos nos concentrando – através do beesavingpaper.com – na busca de parceiros que, assim como nós, se preocupam com o futuro das abelhas. Sabemos que a nossa inovação não resolverá o problema mundial da população de abelhas em declínio, mas esperamos que pelo menos façamos com que as pessoas percebam o quanto as abelhas são importantes para nós”, afirmou Tomasz Bujok e Anna Gadecka, criativos sêniores do projeto.

A Bee Saving Paper já passou por um teste de campo bem-sucedido, quando foi usada para criar a identidade visual – ou, como os criadores preferem chamar, identidade de abelha – para um apicultor que perdeu mais de 95% de suas colmeias. Agora o produto está pronto para produção em massa e colaboração com marcas maiores.