Greenpeace pede que Dilma aprove o uso de placas solares no Palácio do Planalto

O Greenpeace lançou na última quarta-feira (22) uma campanha para que a presidente Dilma Rousseff aprove a instalação de placas fotovoltaicas no Palácio do Planalto. A ONG ofereceu gratuitamente os painéis solares e a instalação, como forma de promover o uso das fontes renováveis de energia.

A campanha foi lançada através de um anúncio publicado no jornal Folha de S. São Paulo. O apelo é direto: “Dilma, a energia solar quer tanto estar no Palácio do Planalto que vai até de graça. E chega amanhã”, referindo-se à ação colocada em prática nesta quinta-feira (23), com representantes da organização dispostos em frente ao local, prontos para a instalação.


Foto: Divulgação

O Greenpeace acredita que a energia solar é uma fonte importante para superar a atual crise energética e garantir um futuro melhor para todo o país. A proposta de ir diretamente à presidente tem como intuito colocar o assunto em pauta e incentivar a criação de políticas públicas que facilitem a fabricação e compra de placas fotovoltaicas.

“O Brasil tem um dos maiores potenciais para energia solar no mundo. A região Sul é o pior local para geração solar no País e, mesmo assim, tem melhor incidência de Sol do que o local mais adequado na Alemanha, que conta com 10 milhões de telhados com painéis solares. No Brasil, são cerca de 365 sistemas de micro e minigeração de energia, sendo a maioria solar. Esse número tende a aumentar”, justifica o site do Greenpeace.


Foto: Divulgação

A ONG também lembra que a redução no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não foi, ao menos, discutido na última reunião do Conselho da Fazenda. Segundo a organização, essa taxa é um dos principais empecilhos para o desenvolvimento e popularização da energia renovável no Brasil.

“Esperamos que a resposta seja positiva e estamos prontos para começar a instalação. A energia solar pode e deve ser uma solução para o Brasil, principalmente em momento de crise elétrica como a que está vivendo”, finalizou Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Redação CicloVivo