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Empresas B têm novos padrões globais para certificação

Mudanças elevam rigor da certificação e demanda social por negócios mais justos, transparentes e sustentáveis

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Foto: SIstema B Brasil

Mais do que compensar impactos negativos, é preciso gerar impacto positivo para construir um futuro mais equilibrado e saudável. Se antes a sustentabilidade era a palavra de ordem, hoje precisamos trazer a regeneração para os modelos de negócio, indo além do lucro como única preocupação. A certificação de Empresa B é uma maneira de reconhecer a responsabilidade corporativa nesse caminho e, para conquistar esse selo, os padrões ficaram mais rigorosos em 2026.

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Em um cenário marcado pela crise climática, pela ampliação das desigualdades sociais e pela cobrança crescente por ações práticas de responsabilidade corporativa, novos padrões globais da Certificação de Empresa B, iniciativa do B Lab, serão usados para reconhecer organizações comprometidas em gerar impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente.

As mudanças, que passaram a ser implementadas neste ano, tornam a certificação ainda mais exigente e estruturada, substituindo o antigo modelo baseado majoritariamente em pontuação por uma arquitetura de requisitos obrigatórios, distribuídos em sete grandes áreas de impacto social, ambiental e de governança.

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Foto: Sistema B Brasil

“O mundo vive desafios complexos e urgentes, e as empresas precisam responder à altura. Os novos padrões trazem mais clareza, consistência e foco no que realmente importa: ações concretas que contribuam para uma economia mais justa e regenerativa”, afirma Cinthia Gherardi, co-CEO do Sistema B Brasil.

Segundo dados do B Lab Global, Empresas B em mercados desenvolvidos têm 8,1 vezes mais probabilidade de compensar integralmente suas emissões de gases de efeito estufa do que companhias tradicionais nesses contextos. Também apresentam 49% mais chances de oferecer aos clientes transparência sobre a origem de seus fornecedores, reforçando a importância de cadeias produtivas responsáveis.

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7 áreas centrais de impacto

Com a nova estrutura, as Empresas B deverão demonstrar avanços concretos em sete “Tópicos de Impacto”:

  • Propósito e Governança de Stakeholders
  • Ação Climática, incluindo metas alinhadas à limitação do aquecimento global a 1,5°C
  • Direitos Humanos
  • Trabalho Justo
  • Gestão Ambiental e Circularidade
  • Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão
  • Assuntos Governamentais e Ação Coletiva, com incentivo à transparência fiscal e defesa de políticas públicas positivas
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Novos critérios para certificação entram em vigor em 2026. Imagem: Sistema B Brasil

Para Jessica Silva, co-CEO do Sistema B Brasil, as mudanças reforçam a identidade do que é ser uma Empresa B e o seu papel contundente na construção de uma nova economia “Em um cenário marcado pela crise climática e pelo aprofundamento das desigualdades sociais, a iniciativa privada tem papel decisivo. Além da vocação para estruturar soluções em escala, as empresas detêm poder financeiro para enfrentar esses desafios. Sem o engajamento do setor privado, simplesmente não será possível combater a realidade atual. Precisamos de ações conectadas com o centro da estratégia dos negócios, de forma viva e contínua”, destaca.

Os Requisitos Fundamentais, como elegibilidade legal, compromisso formal com a governança de partes interessadas e a realização de avaliações de risco ao longo da cadeia de valor seguem com parte do processo de certificação.

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Os novos padrões vêm para reforçar a lógica de melhoria contínua: as empresas precisarão cumprir metas progressivas ao longo de cinco anos, passando por marcos no Ano 0, Ano 3 e Ano 5, garantindo evolução permanente frente aos desafios globais.

“Esse modelo deixa claro que a Certificação de Empresa B não é um ponto de chegada, mas uma jornada. É necessário que as empresas ampliem constantemente seus compromissos e sua capacidade de gerar impacto positivo, com metas e indicadores definidos”, afirma Rodrigo Gaspar, co-CEO do Sistema B Brasil.

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Imagem: Sistema B Brasil

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 500 Empresas B Certificadas atuando no país, entre elas Natura, Movida, Reserva, Cia Hering, Dengo Chocolates, Baterias Moura e mais de 300 micro e pequenas empresas, mostrando que a certificação é acessível a negócios de diferentes portes e setores.

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“Em um contexto em que o termo ESG se popularizou, mas ainda convive com práticas superficiais, a Certificação como Empresa B apoia empresas a gerar valor real, atrair talentos alinhados com propósito e construir relações mais sólidas com consumidores por meio de padrões robustos, confiáveis e auditáveis”, conclui Rodrigo.

 

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