Realizar mudanças com praticidade, eficácia, baixo custo e de maneira sustentável. Essa é a proposta que a Mude Verde traz ao Brasil, um novo conceito para embalar e transportar mudanças de todos os tipos e segmentos usando caixas plásticas.

 “A caixa de papelão é ótima para várias finalidades, menos para transportar mudanças. Nesse setor, elas tornam-se caras, pouco práticas e com vida útil reduzida”, explica o diretor da Mude Verde, Sergio Viriato. 

Anualmente, cerca de 60 milhões de pessoas se mudam no Brasil e, para isso, mais de 900 milhões de caixas de papelão são utilizadas por apenas dois dias e depois descartadas. Para produzir esta quantidade, são consumidos litros de água suficientes para abastecer a população de uma cidade de 250 mil habitantes por um ano e energia de aproximadamente 370 mil MW (mais do que o país economiza em quase três meses de horário de verão). Durante o processo de fabricação, são geradas mais de 6,5 toneladas de poluentes. 

Diferente das caixas de papelão, os contêineres plásticos têm vida útil muito mais longa. “Por serem retornáveis ,elas têm uma vida útil de até dez anos e quando esse prazo se encerra, podem ser recicladas e reutilizadas novamente”, explica Sérgio.

A diferença entre o custo das duas caixas também é considerável. Além do tamanho, é necessário observar a gramatura do papelão, já que para se realizar uma mudança é preciso utilizar um material mais resistente. O valor da caixa de papelão para mudanças pode chegar a R$ 9,00 cada, desmontada, enquanto o aluguel de uma caixa plástica pode ser menos de R$ 4,30 por semana.

As caixas são sempre do mesmo tamanho, suportam até 30 quilos e podem ser empilhadas. Elas são resistentes, impermeáveis, podem ser lacradas e empilhadas e não precisam ser montadas. A Mude Verde oferece o produto nas capitais de São Paulo e do Rio de Janeiro. A pretensão é que haja expansão da marca para outras regiões do país em um futuro próximo.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.