Ativistas do Greenpeace aproveitaram uma reunião entre a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande para protestar em favor do investimento em energia renovável e abandono da nuclear e de carvão.

Os representantes da Alemanha e França se reuniam para negociar questões sobre as mudanças climáticas, enquanto os ativistas, em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim, transformavam uma réplica da Torre Eiffel, de seis metros, em turbina eólica. Abaixo da maquete os seguintes dizeres: “Adeus Carvão, Adeus Nuclear – 100% de energia renovável até 2050”.

“Angela Merkel e François Hollande devem se comprometer com uma transição energética global – sem combustíveis fósseis e sem energia nuclear, uma solução falsa e perigosa”, afirma Martin Kaiser, chefe da delegação do Greenpeace nas negociações climáticas. “O Greenpeace pede o fim das emissões globais de CO2 até 2050 e a transição para 100% de energia renovável”, completa.

Se por um lado a Alemanha está liderando os investimentos em energia solar, por outro as velhas usinas movidas a carvão podem atrapalhar o processo de modernização do mercado de energia. O governo alemão quer apresentar a meta de redução de 40% de emissões de CO2 até 2020 para proteger o clima.

De acordo com o Greenpeace, há dois anos, a Agência Ambiental Federal alemã apresentou um estudo mostrando que o país pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa a zero até 2050 e ser abastecida com quase 100% de energia renovável. O mesmo feito pode ser alcançado pela França, segundo a Agência Francesa de Energia, que sugere a redução gradual de dependência em energia nuclear.

A ONG ambiental também espera mais representatividade francesa. “Como anfitrião da Conferência sobre Mudança Climática, em Paris, o presidente Hollande deve defender o objetivo de longo prazo de um fornecimento de energia em todo o mundo a partir de energias renováveis. Esta é a única maneira de direcionar os investimentos necessários para a proteção do clima e a luta contra a pobreza”, conclui Kaiser.

A pressão aos países é apenas uma das muitas que devem ocorrer especialmente este ano, uma vez que acontecerá o tratado global sobre o clima, em Paris, capital francesa.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.