O turismo sustentável é uma prática que pode contribuir para desenvolver os destinos procurados. Lugares muito visitados podem receber investimentos em energias renováveis e preservação da biodiversidade. Esse é o caso do deserto do Namibe.

Namíbia é uma província da Angola, que vive essencialmente do turismo. Com população de dois milhões de pessoas, a região recebe anualmente, em média, um milhão de visitantes interessados em suas paisagens geográficas naturais.

A região possui, por exemplo, famosas dunas, de mais de 300 metros de altura, que atraem os visitantes, principalmente, no nascer do sol. Do alto, os turistas podem apreciar a paisagem.

O lado ruim é que eles consomem muita água, que já é cara e escassa, além da energia que utilizam, que também é preocupante pelo fato da cidade ser dependente da importação de energia. Por conta disso, as empresas começaram a incentivar o ecoturismo.

Um exemplo de atuação é a companhia Eco Lodgistix, que opera cinco pousadas na Namíbia. Os quartos são aquecidos, refrigerados e iluminados com energia solar. O único problema é que a produção de energia renovável é um processo difícil e sem apoio.

"O governo não fornece qualquer apoio financeiro à construção de painéis solares, e primeiro temos que investir muito em sua aquisição", afirma o sul-africano Andrew Gillies, proprietário da Eco Lodgistix.

Uma vantagem interessante de investir no turismo sustentável é que os moradores passam a viver desse negócio e abandonam a caça como fonte de renda. O que é um grande benefício para a natureza e a vida selvagem.

A empresa Wilderness Safaris é outro bom exemplo que atua na região. Fundada em 1983, ela oferece acampamentos ecológicos abastecidos com a energia do sol do deserto e utilizando água da chuva nos sanitários.

O projeto também desempenha uma ação de cunho social. Parte da renda gerada é investida em programas de proteção ambiental, como o Save the Rhino Trust, um fundo com o objetivo de proteger os rinocerontes do deserto.

Além dessas, muitos hotéis e pousadas já são certificados segundo padrões ambientais. O que é mais necessário nesse momento é que as agências de turismo divulguem mais o ecoturismo e que os turistas procurem por esse tipo de viagem. Com informações do DW Notícias.

Redação CicloVivo

 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.