Após meses sofrendo pressões por parte de grupos ambientalistas, a Shell anunciou que irá parar com a extração de petróleo no Ártico. A decisão vem após protestos liderados, principalmente, por ativistas do Greenpeace.

Conforme anúncio feito pela empresa, a paralisação é temporária para que seja possível “preparar equipamentos e planos para retomar as atividades em estágio posterior”.

Nos últimos meses, a Organização Não Governamental mobilizou pessoas em todo o mundo através de uma petição virtual, que alcançou mais de 2,7 milhões de assinaturas. Além de cobrar que as empresas petrolíferas parem de perfurar esta área, a mobilização também pede o fim da pesca predatória e a transformação do Ártico em um santuário ecológico.

A Shell foi o principal alvo do Greenpeace. A ONG inclusive registrou em seu site uma lista com oito razões para “não confiar” o Ártico à empresa. A primeira delas é a falta de estudo da Shell quanto aos impactos gerados por um vazamento de óleo. Em 2012 a empresa não soube informar quanto custaria uma limpeza em caso de acidente.

Os ambientalistas também exaltaram o fato de o governo norte-americano ter considerado a plataforma da Shell no Ártico pouco segura. Em julho de 2012 um dos navios de perfuração da empresa encalhou e a embarcação foi considerada velha e em mau estado.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.