ecoturismo
Foto: Patrick Miyaoka | Unsplash

Neste ano, a Fundação Grupo Boticário lançou a “teia de soluções” para incentivar projetos de turismo em áreas naturais do Brasil. A princípio, a instituição convocou todos os interessados em destacar os entraves do setor: foram apontados 553 desafios e resumidos em 4 grandes desafios. Posteriormente, foram abertas as inscrições para propostas de soluções. Agora, a rede divulga quase 30 finalistas selecionados.

As soluções atendem a pelo menos uma das 4 lacunas identificadas: atividades turísticas de observação de animais e plantas, novos modelos de negócios que tenham o turismo de natureza no planejamento, inovações que melhorem a experiência do turista e mecanismos que contribuam com o engajamento do visitante a favor da proteção do meio ambiente.

Turismo de natureza: 28 soluções

Desafio 1 – Turismo de observação de fauna e flora

alto paraíso de goiás
Foto: Marcus Dall Col | Unsplash
  • Fabiano Rodrigues de Melo – Desenvolvimento de aplicativo para smartphone, onde o usuário coleciona observações de primatas, que tornam-se disponíveis ao público e à ciência, fomentando visitações nos locais de ocorrência e sua conservação.
  • Leonardo Pereira Gomes – Otimizar e escalar a metodologia de turismo de avistamento de fauna executada ao longo dos últimos nove anos pela Associação Onçafari.
  • Marcelo Derzi Vidal – Monitoramento, avaliação e mitigação dos impactos negativos das interações turísticas com botos e jacarés no Baixo Rio Negro, Amazônia Central.
  • Marcos Rodolfo Amend – Integrar ciência e ações locais estruturadas para identificar e desenvolver os destinos turísticos que permitem a observação de pelo menos 95% das espécies de aves da Amazônia brasileira.
  • Matheus Oliveira Freitas – Usar o Mero como gerador de renda, através da promoção e articulação do turismo de experiência (científico, comunitário e mergulho) na Grande Reserva da Mata Atlântica.
  • Virgilio Teixeira Machado – Criar um mercado consistente de observação de aves e imersão na natureza, consolidando a Macaw como empresa, com abordagem estratégica inédita, dando sequência ao modelo piloto que abrange o trecho entre Salvador e o Litoral Norte da Bahia, associando conservação com geração de renda.

Desafio 2 – Novos modelos de negócio

Chapada dos Guimarães
Foto: Joao Tzanno | Unsplash
  • Antonio Francisco Furtado Ribeiro – Tornar o turismo na Chapada dos Veadeiros mais regenerativo, com os visitantes colaborando na preservação do Cerrado, de uma forma inovadora.
  • Daniel Cabrera Abdulmassih Espir – Vivalá é um negócio social que alia ecoturismo de base comunitária e voluntariado de capacitação profissional em comunidades do Rio Negro, Tapajós, Solimões, Lençóis Maranhenses e Chapada dos Veadeiros.
  • Eloise S. Botelho – Promover a rede de turismo local, fortalecendo os micro e pequenos empreendimentos e os roteiros que envolvem serviços e atrativos naturais e culturais que têm nos manguezais da Área de Preservação Ambiental (APA) Guapi-Mirim sua principal fonte de inspiração.
  • Fabiano Rosas Rocha – Solução de hospedagem, arquitetura sustentável para operação de glamping em áreas naturais, com estrutura replicável inspirada na natureza que traz resistência e design natural.
  • Jamil Ramsi Farkat Diogenes – Desenvolver o ecoturismo em reservas naturais e unidades de conservação do semiárido da Caatinga, promovendo um match entre o operador do negócio e o investidor interessado.
  • Lívia de Paiva Pacheco – Contribuir para a implementação de negócios rentáveis em comunidades do entorno do Parque Nacional Serra do Cipó, por meio da cocriação de produtos inovadores e do estímulo à gestão em rede, de forma a aliar o uso público à conservação dos biomas e à valorização da identidade local.
  • Marcela de Marins – Modelo de negócio para captar recursos provenientes da prestação de serviços no Parque Nacional Chapada Diamantina e realizar a contrapartida de capacitar os condutores de visitantes, gerando melhores experiências para turistas e comunidade local junto à natureza.
  • Marcus Vinícius Concatto – Conectar o turismo cultural e de natureza na Grande Reserva Mata Atlântica de forma responsável, tendo como protagonistas os pequenos e médios empreendedores, produtores locais e Unidades de Conservação.
  • Marina Copeliovitch – Wishtrip: dar aos destinos de natureza o poder de se tornarem destinos inteligentes e oferecer a cada visitante a oportunidade de exploração de maneira mais interativa, educativa e responsável.
  • Rudã Fernandes Brandão Santos – BioFábrica Azul: uma base de transplantação de corais que se integra ao turismo local, gerando novas atrações a fim de fomentar a conservação e um cluster de bionegócios.
  • Rulian Belinski Maftum – Acelera Natureza é um programa de apoio para que as Reservas Particulares do Patrimônio Natural criem suas próprias oportunidades e transformem preservação em negócio.

Desafio 3 – Experiência do turista

turismo na natureza
Foto: Nathalia Segato on Unsplash
  • Alessandro de Oliveira Neiva – Criar e implantar o Circuito RPPN Veadeiros, um roteiro turístico voltado à integração e valorização das RPPN da Chapada dos Veadeiros.
  • João Bittencourt Lino – Criar um sistema de trilhas de longo curso em Cavalcante (GO) promovendo a conexão dos visitantes e moradores com os atrativos naturais, unidades de conservação, comunidades tradicionais e a cidade de forma integrada.
  • Luiz Fernando Ferreira – Oferecer ao visitante de Cachoeiras de Macacú o acesso, pelo celular, a informações especializadas sobre atrativos, equipamentos, serviços e infraestrutura turística, disponíveis em um sistema de informações criado no município.

Desafio 4 – Engajamento do visitante na proteção do meio ambiente

chapada dos veadeiros
Foto: Caio Arbulu | Unsplash
  • Alexander Copello Moraes – Utilizar a realidade virtual como instrumento de comunicação para apresentar atividades turísticas em áreas naturais, proporcionando assim uma experiência instigante, que motive o indivíduo a realizar visitas presenciais e ampliar o fluxo turístico dessas localidades.
  • Ary de Oliveira Russo – Estimular o engajamento e o compromisso de crianças, jovens e adultos, com a promoção de uma cultura das áreas protegidas, por meio de ferramentas de gamificação que integrem temas relacionados à sociobiodiversidade, folclore e fortaleçam a identidade com os territórios protegidos.
  • Eliseth Ribeiro Leão (Lis Leão) – Um tempo com a natureza: a conexão com a natureza como cuidado integrativo para a promoção do autocuidado em saúde e conservação da biodiversidade.
  • Fazenda Boa Vista – Engajar a sociedade na conservação e recuperação da Mata Atlântica por meio da conexão de áreas naturais a partir da implantação participativa de uma trilha de quatro mil quilômetros, promovendo o turismo responsável, com desenvolvimento socioeconômico inclusivo e valorização do patrimônio natural e cultural.
  • Patricia Fuzeti Elias – Elaborar diretrizes para o “Banho de Floresta”, como estímulo à aproximação da sociedade às áreas naturais – entrelaçando os caminhos que conduzem à saúde humana, à preservação ambiental e à geração de benefícios socioeconômicos às comunidades locais.
  • Paula Lobo Rascão – E-Trilhas: conectar os três vetores de manutenção e promoção de trilhas ecológicas – o público, as unidades de conservação e a cadeia econômica produtiva do entorno – por meio de uma plataforma digital.
  • Raissa Tamassia Cortes – Criar um jogo lúdico para promover a visitação em áreas naturais com o intuito de engajar os participantes em ações que visem conhecer, preservar e democratizar o acesso à natureza.
  • Ricardo Aguiar Borges – Fortalecimento dos núcleos de comunicação integrada e de articulação regional da Grande Reserva Mata Atlântica, como metodologia para marketing e implantação de territórios produtores de natureza em estímulo à todas as iniciativas regionais compatíveis com a conservação.

Os projetos acima selecionados receberão mentoria online. A ideia é que as soluções apresentadas sejam aperfeiçoadas com ajuda de uma rede de especialistas.

O próximo passo será o apoio financeiro. Os melhores projetos terão investimento de até R$ 2 milhões, ao todo, da Fundação Grupo Boticário para serem viabilizados.