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Educação e meio ambiente podem e devem caminhar lado a lado em perfeita harmonia. Um projeto realizado por estudantes da UNESP Franca, no interior de São Paulo, mostra que, através de ações simples, é possível recuperar a floresta, produzir alimentos, educar e ainda melhorar as condições de vida da comunidade local.

O GEIA – Grupo de Incentivo à Educação Ambiental é um projeto que surgiu a partir de uma necessidade ambiental, mas que, aos poucos tem alçado voos mais altos. Coordenado pelo Professor de Psicologia da Educação e Orientador Dr. Genaro Alvarenga Fonseca, mais conhecido como “Tio B”, a proposta nasceu a partir de uma deficiência na arborização do campus universitário. Inicialmente recuperar a área era o único objetivo. Para isso, o professor contava com a ajuda esporádica de alunos voluntários para plantar mudas custeadas por ele mesmo.

Foto: Reprodução/Facebook
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Com o tempo, a iniciativa foi ganhando mais adeptos até que a ação pontual deu lugar a um grupo oficial, que mescla a educação às iniciativas ambientais. Além de promover melhorias no espaço acadêmico e à comunidade local, os alunos têm no projeto a oportunidade de praticar e ganhar experiência para a futura área de atuação da maior parte deles.

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As atividades realizadas pelo GEIA são diversas, mas sempre com o intuito de promover a agroecologia e a proteção ambiental. Os voluntários já realizaram mutirões de plantio dentro da universidade, mas o mais interessante são as coisas que acontecem além dos limites do campus.

Foto: Reprodução/Facebook
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Para as crianças

Através de aulas lúdicas, os universitários vão até as escolas públicas da cidade para mostrar às crianças a importância da preservação ambiental e que é possível fazer a diferença. Os alunos recebem instruções e as tarefas não se limitam às salas de aula. Todos colocam a mão na massa e as próprias crianças ajudam a construir e revitalizar as hortas de suas escolas.

Foto: Reprodução/Facebook
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Para os adultos

Em ocasiões pontuais, o GEIA também convida a comunidade a participar dos mutirões de plantio e distribui mudas e diversas espécies. Somente em 2015, o projeto já introduziu 500 mudas nativas no espaço da Agrofloresta, dentro do campus, e para o final do ano já está programado um grande plantio de mais mil árvores na área. Quando os frutos começarem a ser colhidos, eles serão distribuídos gratuitamente aos moradores da região, conforme explicado por Guilherme Nogueira, integrante do GEIA, em entrevista ao CicloVivo. “Delimitamos, junto a diretoria do campus, uma área de reserva para a agrofloresta onde ficou proibida a poda não autorizada, o uso de qualquer herbicida/pesticida ou adubação inorgânica.”

Foto: Reprodução/Facebook
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Até mesmo as árvores caídas ganham um destino melhor do que o descarte. Através das oficinas de carpintaria é possível reaproveita-las para a produção de mesas e bancos usados nas áreas de convivência do campus.

Para as famílias

O trabalho dos voluntários entra até mesmo nas casas e repúblicas de Franca. A “Assessoria Verde” é um projeto no qual os estudantes se dispõem a revitalizar e fazer novos jardins e hortas dentro das residências. Qualquer pessoa pode solicitar a ajuda e o trabalho é feito de acordo com a escolha do próprio morador.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

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