O Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação (CGTI), localizado em Campinas (SP), lançou um projeto de terapia esportiva em outubro de 2014. A instituição acredita no esporte como parte fundamental para aderência ao tratamento de desintoxicação de usuários de drogas/dependentes químicos e alcoólatras.

Batizado de “O efeito da corrida como auxílio à dependência química”, o projeto espera beneficiar até 100 pessoas a cada três meses, que é o período de duração do ciclo de cada edição. A cada três meses o ciclo se renova e novas pessoas são beneficiadas.

A corrida, atividade física de longa duração, é utilizada como instrumento para auxiliar no processo de luta contra a dependência química. Em recente estudo, provou-se que uma corrida de 30 minutos tende a triplicar a liberação de endocanabinódes na corrente sanguínea, essa substância está relacionada à melhoria de aspectos positivos do perfil de humor do ser humano, aumentando os níveis de entusiasmo, energia e engajamento na atividade.

O projeto ocorre em ciclos que envolve a triagem, escolhendo os participantes a partir aplicação de uma pesquisa sobre aptidão física e avaliação e na sequência são realizadas ações de treinamento. Sendo assim, o projeto será executado em ciclos que duram três meses. Todos os participantes recebem um kit esportivo com camiseta, shorts e tênis de corrida. O projeto conta com a colaboração do prof. Dr. Rodrigo Hohl, que orientou a equipe que está atuando no projeto.

Este projeto é executado pelo CGTI com o patrocínio da Oji Papéis Especiais e ArcelorMittal Gonvarri através da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte em parceria com a Instituição Padre Haroldo.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.