Desde 2008, a ONG Bio-Brás desenvolve um programa de descontaminação das águas do Alto Tietê. Com a união da comunidade local, o projeto evitou que 21 toneladas de óleo de cozinha fossem despejadas nos rios da região de Mogi das Cruzes.

A missão dos voluntários do Projeto Renove, coordenado pela ONG Bio-Brás, na Grande São Paulo, é diminuir em 20% a contaminação por óleo vegetal no Rio Tietê. Mais de 12 mil residências e estabelecimentos da região – como lojas, restaurantes, supermercados e até igrejas – aderiram ao descarte correto do óleo utilizado na cozinha.

O trabalho funciona da seguinte forma: em vez de despejar o óleo vegetal o no solo ou diretamente nas águas, a substância é descartada em um dos 350 Eco-Postos instalados pelo Projeto Renove. De tempos em tempos, os voluntários recolhem os resíduos encontrados nos locais e enviam o material aos setores que se apropriam do óleo vegetal como matéria-prima – como as indústrias de tinta, verniz e até de biodiesel.

Por meio de medidas práticas, o projeto Renove contribui muito para a conscientização ambiental dos habitantes do Alto Tietê – muitos já procuram incorporar métodos de vida sustentável em suas rotinas.  Porém, querendo fazer o bem, muitas vezes, os moradores acabam piorando a situação.

É o caso do sabão caseiro.  Sem regulamentações e nem especificações, a alternativa para aproveitar as sobras de óleo de cozinha é uma das maiores inimigas da preservação das águas. Uma vez que a produção do sabão caseiro não é fiscalizada, os resíduos da fabricação podem ser descartados em locais inapropriados, contaminando o solo, e, posteriormente, as águas.

Além de entupir os encanamentos das residências e das redes de esgotos, os óleos vegetais contaminam também os corpos hídricos, formando uma camada espessa sobre a superfície dos córregos e rios. Isso dificulta a passagem de luz na água, causando a interrupção da fotossíntese das algas e até mesmo a morte de peixes e outros animais.

 Quando o óleo é despejado no solo, em uma região próxima a corpos d’água, a chuva pode levar os resíduos até a beira dos rios. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.