Manual ensina técnicas para sobreviver à crise hídrica

A crise hídrica que atinge diversas partes do Brasil, inclusive grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, tem gerado mobilizações em prol da conscientização. Para ajudar a informar e educar os cidadãos sobre a preservação deste recurso, a Aliança pela Água criou o “Manual de Sobrevivência para a Crise”.

A publicação, disponível gratuitamente on-line, aborda desde a origem do problema até as possíveis soluções para lidar com a crise. A Aliança pela Água, responsável pela elaboração do material, é uma rede formada por mais de 40 entidades da sociedade civil da cidade de São Paulo. O grupo acredita que o grave momento vivido na região sudeste pode servir como oportunidade para mudar a gestão sobre os recursos naturais.

O primeiro capítulo do Manual fala sobre as causas do problema. O desperdício, o desmatamento, a falta de investimentos em tecnologia e o atraso nas medidas governamentais são os principais motivos apontados para que a crise tivesse as proporções que teve.

Enquanto a cidade vive um período de escassez, é necessário se preparar para emergências. Possuir uma reserva segura é essencial. Então, uma das primeiras medidas é ter uma caixa d’água que armazene o suficiente para, pelo menos, três dias, períodos em que pode haver rodízios municipais. Para isso, o ideal é que seja possível contar com uma reseva de 500 litros por morador.

Guardar água potável não é a solução para os problemas. É preciso economizar. Este é o tópico trabalho no terceiro capítulo do manual. Reduzir e reutilizar são palavras-chave. Evite o desperdício. Não deixe chuveiros e torneiras abertas sem necessidade e jamais utilize a mangueira como vassoura. Se possível, capte e armazene a água da chuva, ela é ideal para ser reutilizada na limpeza, rega de jardins e descargas.

O capítulo quatro traz diversas soluções para um possível colapso. Para sobreviver com pouca água é necessário muitas mudanças e adequações. Reservar a água apenas para utilizar em situações vitais é um dos primeiros cuidados. Além disso, caso o cenário fique realmente crítico, chuveiros, descargas e lavagens com água precisam ser repensadas e drasticamente reduzidas.

Para evitar que a situação chegue neste nível é necessário mudar agora. Aproveitar fontes alternativas como a água da chuva, poços artesianos e preservar as nascentes são soluções que já podem ser aplicadas para reduzir a dependência das redes de distribuição de água potável. Acima de tudo, é necessário haver conscientização para combater um dos maiores problemas: o desperdício.

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Redação CicloVivo