Nesta sexta-feira (8), a Escola Estadual Oswaldo Aranha, localizada no bairro Arthur Alvim, recebeu 48 placas solares. A instituição da zona leste de São Paulo é uma das beneficiadas do projeto da organização ambiental Greenpeace.

A instalação foi feita por 15 jovens, selecionados e treinados pela ONG, chamados de “Multiplicadores Solares”. Eles também são responsáveis por realizar oficinas e gincanas com os alunos sobre os benefícios da energia solar.

Estima-se que o funcionamento das placas gere uma economia de 25% do gasto da escola com eletricidade. Com o valor, a administração escolar junto aos alunos poderá decidir qual a melhor forma de investir em atividades extracurriculares e ainda reforçar a formação dos estudantes.

“Esta é a segunda instalação de placas solares realizada pelo Greenpeace em uma escola pública. O projeto mostra na prática os benefícios econômicos e sociais da energia solar”, diz Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Para realizar o projeto, o Greenpeace obteve doações de mais duas mil pessoas por meio de financiamento coletivo. Com o dinheiro arrecadado, além da escola em São Paulo, a ONG também instalou placas solares na Escola Municipal Milton Porto, em Uberlândia, Minas Gerais.

“Há um nítido descompasso entre as mudanças que a sociedade civil quer, desejando mais energia limpa, e as políticas públicas do governo. As instalações nas escolas mostram que, mesmo sem receber os devidos incentivos do governo federal, estadual e municipal, a energia solar é uma realidade e uma solução para diversos dos problemas enfrentados pelo país”, afirma Bárbara.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.