Um novo pavilhão foi criado em um presídio no Rio Grande do Norte. A reforma passaria despercebida não fosse pelo fato do prédio ser construído pelas mãos dos próprios presos.

Pedreiro, marceneiro, auxiliar de pedreiro e pintor. Estas foram as funções assumidas pelos detentos durante mais de seis meses no Centro de Detenção Provisória de Apodi. Os recursos não vieram do governo e sim de uma parceria com empresas, Ministério Público, Justiça e uma ONG.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, o novo pavilhão tem capacidade para 60 presos, divididos em oito celas. Antes das obras, o espaço já era ocupado por 46 pessoas – apesar de sua capacidade ser de apenas 15 homens. Agora cada um poderá dormir em beliches individuais. Nas novas instalações há até com uma cisterna com capacidade para 16 mil litros.


Foto: Divulgação

Além de ampliar a capacidade do local, as obras deram aos detentos a oportunidade de reduzir a pena por cada dia trabalhado e, em alguns casos, o pagamento pelo serviço prestado. O próximo passo é trabalhar na ressocialização dos presos. “Agora em 2015 vamos buscar projetos que visem à qualificação profissional dos apenados, como cursos de eletricista, pedreiro, carpinteiro, pintor dentre outros”, afirmou o diretor do CDP de Apodi, Marcio Morais.


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Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.