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cachorro prefeito
O cão Mo Bamba venceu por uma margem estreita de apenas 130 votos. | Foto: Maddy Braat

O bairro 37th Street, em Austin, no Texas (EUA), começou o ano com o pé direito, ou melhor, com quatro patas. Um cachorro da raça Chug, mistura de pug com chihuahua, foi o escolhido para ser o mais novo “prefeito” da região. A eleição não passa de uma divertida brincadeira para unir a vizinhança.

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Foi a quarta eleição anual de animais de estimação do bairro. Apenas gatos haviam ganhado até então, sendo que o último chegou a ser reeleito. Apesar da graça, a disputa foi acirrada e mobilizou mais de 12 mil votos. O cão Mo Bamba, elegante com sua gravata-borboleta, venceu por uma margem estreita de apenas 130 votos sobre o segundo colocado, Zapp, encerrando o mandato felino.

Sua plataforma política, de três semanas, teve como foco hidrantes em cada casa e em cessão de contratos governamentais a qualquer pessoa que jogasse com ele. Fotos da imprensa local mostram que a transição de poder foi pacífica, algo que está cada vez mais difícil entre os humanos.

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“Só na América um cachorrinho nascido na fronteira com parvovirose (uma infecção viral grave) conseguiria chegar a ser prefeito da Rua 37”, disse Spencer Schumacher, tutor de Mo Bamba, em seu discurso de posse. O cachorro foi adotado ainda filhote em um abrigo de Round Rock, cidade vizinha.

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Votação: um exercício democrático

Erin Schumacher, também tutora do cãozinho, aproveitou a ocasião para fazer um apelo sério aos vizinhos: “Por favor, vá votar. Exerça seu direito democrático e vote no candidato que você acredita ser o melhor”, afirmou.

As eleições primárias vão ocorrer em 3 de março no Texas e é preciso se registrar para votar. Eleger um cachorro a prefeito não deveria ser mais empolgante do que escolher o governante de um país, mas como os EUA não têm voto obrigatório é preciso convencer os eleitores a sairem de casa para votar.

Cachorro prefeito já é tradição

Apesar de inusitada, eleger pets, especialmente cachorros, como prefeitos de bairros e cidades é uma brincadeira comum em diversos locais dos EUA. Em Rabbit Hash, no Kentucky, por exemplo, desde 1998, os moradores transformaram a eleição em uma maneira de arrecadar recursos para preservar o patrimônio histórico da cidade. A última eleição arrecadou US$ 26 mil dólares e elegeu Boone, da raça Bluetick Coonhound, o sexto prefeito canino da história local. Independentemente de verbas, eventos do tipo têm em comum a tradição de unir a vizinhança, que compartilham histórias, criatividade e muitas risadas.

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