Bengala com ímã facilita a vida de pessoas com deficiência
Nova proposta soluciona um problema comum e bastante embaraçoso no dia a dia
Nova proposta soluciona um problema comum e bastante embaraçoso no dia a dia
Uma pessoa com deficiência visual ou com alguma dificuldade de locomoção se aproxima do caixa, encosta sua bengala no balcão e poucos segundos depois um nada discreto barulho acusa: a bengala escorregou e caiu no chão. Essa cena, nada incomum, tende a causar incômodo e constrangimento à pessoa que depende do utensílio para sua mobilidade. Buscando uma solução para esse problema, o jovem Sean Guyett, de apenas 22 anos, criou a Ida: uma bengala com ímãs.
Estudante de Design de Produto na Universidade Nottingham Trent, na Inglaterra, a ideia de Sean é usar ímãs para prender a bengala ao quadril da pessoa, de forma que a pessoa possa usar as duas mãos livremente em situações cotidianas enquanto estiver fora de casa.
O design de Sean possui dois sistemas de ímãs de neodímio que permitem que a bengala seja presa à roupa de uma pessoa. O primeiro sistema possui um clipe que se prende na parte superior de uma calça e atrai um ímã na bengala. Já a segunda opção é destinada a roupas como vestidos e apresenta uma pequena placa de aço que vai por baixo da roupa. O ímã se prende à placa por fora para mantê-la no lugar, e então o bastão se prende ao ímã.
A bengala também pode ser fixada em qualquer outra superfície metálica e pode ser retirada sem dificuldade.
Mas, Sean foi bem além em seu design desenvolvendo três diferentes de alças – cada uma com um ímã dentro – que são intercambiáveis e destinadas a diferentes usos. Há ainda três bases diferentes disponíveis, que também são intercambiáveis dependendo dos tipos de superfícies para as quais serão necessárias.
Feito de tubos de alumínio, que são leves e resistentes, o mastro também é personalizável, estando disponível em diversas cores para atender aos gostos individuais.
O objetivo de Sean é dar suporte a todas as pessoas com deficiência de mobilidade, especialmente aquelas em idade produtiva e que se encontram “excluídas” do resto do mundo. O aluno foi inspirado por sua amiga Ora Hambleton, também de 22 anos, que tem esclerose múltipla. Ele testemunhou as dificuldades de integrar a bengala na vida cotidiana.

“O design de Sean significa que não preciso mais me preocupar porque sei que a bengala atenderá às minhas necessidades no momento”, afirma Ora Hambleton.
O professor Max Pownall ressalta que o aluno usou uma experiência pessoal para criar algo que pode mudar a maneira como milhares de pessoas usam uma bengala. “Seu design simples, porém engenhoso, tem o potencial de dar às pessoas com deficiência mais confiança pessoal enquanto elas estão fora de casa, pois não precisam mais se preocupar com a possibilidade de suas bengalas caírem e chamarem atenção desnecessária e indesejada”, afirmou.
Além da amiga, Sean realizou diversas pesquisas e conversou com muitas outras pessoas com deficiência para entender suas necessidades. Os números do governo inglês revelam que quase metade das pessoas com deficiência estão desempregadas, em comparação com 18% das pessoas sem deficiência. “Tudo isso culminou em um produto muito bem pensado e que pode realmente fazer a diferença para pessoas com deficiência em todo o mundo”, conclui o professor.
