Ativistas utilizam redes sociais para combater abandonos e maus tratos a animais

É cada vez maior o número de pessoas que lutam para combater o abandono e outras formas de maus tratos aos animais. As redes sociais são importantes ferramentas para fazer denúncias, trocar informações e compartilhar boas práticas que evitam o sofrimento dos bichos de estimação.

Fotos chocantes e histórias comoventes são os principais artifícios usados pelas páginas de proteção aos animais no Facebook. O conteúdo, embora muitas vezes apelativo, se viraliza na internet e faz os usuários refletirem sobre a triste realidade que vivem os animais que sofrem maus tratos no país. 

Para a professora Sandra Monteiro Vuequer, de 50 anos, que administra uma das principais páginas de proteção a animais abandonados no Facebook, as redes sociais são importantes ferramentas de conscientização.

“As ações ajudam as pessoas a terem mais conhecimento sobre os animais e o meio ambiente. Elas aprendem mais sobre leis e projetos, e, a partir daí, podem tomar atitudes mais conscientes com os animais”, conta Sandra, que cuida de cães e gatos abandonados para depois doá-los.

No ano passado, a veterinária Laila Massad Ribas criou uma página no Facebook que dá dicas de saúde para gatos e indica animais que estão disponíveis para doação. O espaço também serve para denunciar casos de maus tratos contra os pets.  Laila diz que o abandono é mais comum, mas a agressão contra animais domésticos é o que revolta a maior parte das pessoas.

“Em vez de ser preso, o agressor deveria passar um mês trabalhando em uma ONG de proteção animal. Acredito que o número de crueldades diminuiria. O voluntariado seria a opção mais eficiente para reabilitar o indivíduo que agride os bichos”, diz a veterinária.

Assim como vários usuários das redes sociais, a estudante Rita de Cássia Chiummo, de 19 anos, se inspira nas campanhas de proteção para atuar em defesa dos bichos de estimação abandonados. Longe da tela do computador, a estudante mobiliza doações de cães e gatos encontrados em seu bairro. “É preciso transformar em ação a preocupação que temos com os animais na internet, e tomar atitudes a favor dos bichos que não têm onde viver”, finaliza.

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo