abelhas nativas
Foto: Pedro Ribas | SMCS
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Em cinco anos de programa Jardins de Mel, muitos curitibanos já estão habituados a conviver com as abelhas nativas sem ferrão, que ganharam caixas em diversas áreas da cidade, como parques, praças, escolas, hortas e a Fazenda Urbana. Mas ainda há quem não as conheça e até sinta um pouco de medo pela associação com as abelhas africanas, que podem ficar mais agressivas e possuem ferrão.

Ainda bem que, além do programa da Prefeitura de Curitiba, uma parceria entre as secretarias municipais do Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Educação, há cidadãos engajados na defesa e na divulgação das vantagens da existência das abelhas nativas para a polinização e produção de alimentos no planeta.

Os amigos Ivonaldo Shneider e Sandro Josué do Amaral são bons exemplos disso. Eles mantêm dois enxames na loja de propriedade de Ivonaldo no Boa Vista. As entradas, em vãos da parede, são sinalizadas e, em um dia mais quente, é possível ver algumas abelhas das espécies jataí e mandaçaia voando por perto.

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“Quem ainda não conhece, se assusta um pouco. Mas explico que elas são inofensivas e importantes para o Meio Ambiente”, conta Ivonaldo. Para provar que elas são mesmo boa-praça, na sinalização, eles colocaram uma ilustração de um famoso personagem de desenho animado – uma abelha africana das mais mansinhas, mais parecida com as nativas em temperamento.

Foto: Pedro Ribas | SMCS
Foto: Pedro Ribas | SMCS
Foto: Pedro Ribas | SMCS
Foto: Pedro Ribas | SMCS

O interesse pela meliponicultura (criação racional de abelhas sem ferrão) já é antigo, contam os amigos. Com o Jardins de Mel da Prefeitura, eles conseguiram orientações para o projeto, que começou com confecção de iscas para formação das colmeias, já há cerca de três anos.

Educação Ambiental

Para o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Edson Evaristo, esse é um dos objetivos do programa de Curitiba. “Difundir informações sobre as abelhas sem ferrão é um trabalho que pode e deve ser feito por toda a comunidade”, diz.

O diretor da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), Felipe Thiago de Jesus, um dos idealizadores do programa, concorda. “Quando eu vejo uma criança entendendo a importância das abelhas para o meio ambiente, eu digo que o projeto é um sucesso”, observa.

Foto: Pedro Ribas | SMCS
Foto: Pedro Ribas | SMCS
Foto: Pedro Ribas | SMCS

As informações são da Prefeitura de Curitiba

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