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O Legado das Águas – maior reserva privada de Mata Atlântica do país – acaba de lançar o Programa de Turismo Científico. A iniciativa tem como objetivos fomentar projetos de pesquisa científica de longo prazo na Reserva por meio da diversificação de fonte de captação de recursos e, ao mesmo tempo, criar um canal de divulgação da ciência por meio da imersão do ecoturista, que usufrui da estrutura completa da Reserva em meio a floresta e participa de cursos, oficinas, palestras e demais atividades de estudo e educação sobre o bioma.

Nos últimos anos, o Legado das Águas se tornou um dos principais destinos de ecoturismo na Mata Atlântica e, agora, a Reserva almeja o mesmo resultado para o turismo científico. De acordo com Daniela Gerdenits, coordenadora de Parcerias e Responsabilidade Social do Legado das Águas, o programa atende a duas crescentes demandas: a por diferentes fontes de recursos para viabilizar pesquisas científicas a longo prazo, e a por áreas naturais preservadas que possam oferecer estrutura e segurança para a realização de turismo científico.

“Para garantir a continuidade das pesquisas científicas – que no Brasil encontram um grande desafio de investimento – é necessário buscar modelos economicamente viáveis, com diferentes fontes de captação de recurso. Dificilmente uma iniciativa privada consegue financiar uma pesquisa sozinha a longo prazo. Mas em parceria é possível somar os esforços. O Legado tem toda a estrutura necessária para fomentar o turismo científico em uma floresta em alto grau de conservação, que soma algumas das descobertas mais relevantes do bioma dos últimos 10 anos. Por isso, no programa, unimos demandas e oportunidades, apresentando aos pesquisadores parceiros um novo modelo de negócio, e ao público em geral uma oportunidade de se aproximar da ciência da floresta”, explica a coordenadora.

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Como funciona

De acordo com Gabriel Gade Mesquita, analista de pesquisa do Legado das Águas e responsável pelo Programa de Turismo Científico, a Reserva oferecerá a sua estrutura para que os cientistas parceiros do Legado possam realizar cursos, oficinas, palestras, workshops e outras atividades de campo.

Mesquita explica que para os ecoturista e pesquisadores, a vantagem está na experiência de imersão na floresta com conforto e segurança. “Na Reserva, temos pousada, restaurante, auditório climatizado, estacionamento, área de camping e outras estruturas físicas. Infelizmente, no Brasil, há pouquíssimas áreas naturais em que é possível fazer atividades de campo, atividades teóricas, e no final do dia contar com o conforto e segurança que temos no Legado”, descreve o analista.

Outra vantagem aos pesquisadores está nos modelos de repasse de receita de bilheteria. “Temos diversas opções. Em uma delas, toda a receita obtida pela venda dos ingressos pode ser investida no projeto de pesquisa e, como forma de incentivo e apoio, o Legado das Águas dobra o valor, investindo R﹩ 1 a mais para cada R﹩ 1 obtido com a venda dos ingressos. É uma forma que encontramos de diversificar a fonte de captação de recursos, dando continuidade à pesquisa ou até mesmo ampliando”, conclui.

Para o Legado das Águas e para a Mata Atlântica o benefício está na geração de valor compartilhado. “Os primeiros investimentos em pesquisas científicas na Reserva foram para fazer o levantamento da fauna e flora da floresta. Fomos muito surpreendidos com as descobertas, que confirmaram as nossas suspeitas mais otimistas sobre a riqueza da biodiversidade no local. Essas descobertas nos colocaram em um grid mundial e conseguimos transformar alguns desses resultados em negócios que geram receita para continuar conservando a floresta. Ao mesmo tempo, todos esses resultados ampliaram o conhecimento compartilhado sobre a floresta, trazendo benefícios para toda a sociedade que depende da Mata Atlântica”, finaliza David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, gestora do Legado das Águas.

Agenda 2022

Já há um curso pré-agendado para abril, de reconhecimento de borboletas da Mata Atlântica, que será ministrado pela Dra. Laura Braga. A pesquisadora foi responsável pelo levantamento de espécies de borboletas no Legado de 2016 a 2019, tendo como principais resultados o registro de 322 espécies, duas delas raras, a Godartiana byses, que jamais havia sido registrada no Estado de São Paulo, e a Prepona deiphile deiphile, que foi vista apenas duas vezes no Estado.

O início da venda dos ingressos será informado por meio das redes sociais do Legado das Águas, Facebook Instagram, e pelo site.

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