Foto: Paulisson miura | cc 2.0

Na última quinta-feira (15) teve início uma série especial de lives promovida pelo MuBE (Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia) e a SOS Mata Atlântica. As lives semanais são abertas ao público, com link previamente disponibilizado nas redes do MuBE. 

A mediação é feita por Galciani Neves, curadora-chefe do Museu, e sempre haverá a participação de um artista e de um cientista ou ativista ambiental.

A programação inclui duplas como Thiago Rocha Pitta e os representantes do ‘Pretaterra’ (Paula Costa e Valter Ziantoni), Edgar Kanaykõ Xakriabá e Jean Paul Metzger; Letícia Ramos e Tasso Azevedo; ‘Coletivo Dulcineia Catadora’ e Ana Maria de Meira; Juliana Cerqueira Leite e Angela Kuzcah; Rodrigo Braga e Ricardo Cardim.

O nome desta série de conversas faz referência à declaração de Galileu “E ainda assim ela se move!” após ser proibido de compartilhar suas descobertas acerca do movimento da Terra e do filósofo francês Michel Serres: “E ainda assim a terra se comove”. Uma reformulação alarmante de que a “Terra fixa, imemorial, que proveu as condições e fundações da nossa vida, a Terra fundamental está tremendo”, segundo Bruno Latour, antropólogo francês. Hoje, o planeta exige de nós também uma nova potência de agir, ou melhor, de co-agir.

Para assistir: A programação é livre, gratuita e pode ser acompanhada através da plataforma Zoom. As salas virtuais são sujeitas a lotação e o link de cada live pode ser encontrado na bio do Instagram do MuBE

As conversas acontecerão sempre às quintas-feiras, às 17h. Confira abaixo a programação:

22 de outubro – Produzir, conservar, colaborar

Thiago Rocha Pitta – artista multimídia, suas instalações, vídeos e pinturas capturam a vibração de um planeta vivo através das alterações do tempo.
Paula Costa e Valter Ziantoni – Paula é engenheira florestal, especialista em sistemas agroflorestais e silvicultura e bióloga. Valter é biólogo e especialista em agroflorestal e gerenciamento. Juntos eles representam o “Pretaterra”, o maior hub agroflorestal do Brasil.

29 de outubro – Conviver para resistir, pertencer para não degradar

Edgar Kanaykõ Xakriabá – pertence ao povo indígena Xakriabá, de Minas Gerais. Mestre em antropologia e atua livremente na área de etnofotografia, revelando ao mundo a realidade sobre os povos indígenas.
Jean Paul Metzger – Professor titular no Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da USP. Seu trabalho é focado em ecologia de paisagens altamente fragmentadas, essencialmente na região da Mata Atlântica brasileira.

05 de novembro – Os impactos no clima como sinais de alerta do planeta

Letícia Ramos – artista visual, centra-se na criação de aparatos fotográficos que captam e reconstroem o movimento através do vídeo, fotografia e instalação.
Tasso Azevedo – Engenheiro florestal, consultor e empreendedor social em sustentabilidade, floresta e clima. Atualmente é coordenador do SEEG e MapBiomas.

12 de novembro – Imaginar para habitar: ações potentes de descarte e reciclagem de resíduos

Coletivo Dulcineia Catadora – Iniciado em 2007, o coletivo funciona em uma cooperativa de materiais recicláveis em São Paulo, editando livros que são confeccionados por catadoras de papelão e outros profissionais. O foco do Coletivo é a sustentabilidade.
Ana Maria de Meira – Engenheira florestal e doutora em Ciências, Ana Maria é educadora ambiental do Programa USP Recicla.

19 de novembro – A terra guarda a memória de todos os nossos passos: ecologia, patrimônio e cultura

Juliana Cerqueira Leite – Escultora brasileira que atua no país e nos Estados Unidos, conhecida pelo seu trabalho que “ultrapassa os limites da escultura”. Premiada com um Pollock-Krasner Foundation Grant em 2019.
Angela Kuzcah – Bióloga, Diretora Executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação e idealizadora da campanha ‘Um Dia no Parque’, considerada o maior evento de mobilização já realizado pelas unidades de conservação do Brasil, em 2019.

26 de novembro – Cultura e biologia, espaço e corpo: relações no antropoceno

Rodrigo Braga – Artista plástico, reconhecido por suas ações performáticas ou construções manuais em paisagens naturais. Aborda a difícil ética entre a humanidade e seus controversos sistemas de extração, modificação e indução da natureza.
Ricardo Cardim – Paisagista, mestre em botânica e diretor da Cardim Arquitetura Paisagística, onde resgata a natureza original por meio de projetos públicos e privados em diferentes escalas. Além disso, é criador da técnica “floresta de bolso”.