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Museu das Culturas Indígenas debate comunicação e território

Programação tem formação para educadores e discussão sobre presença indígena nas cidades em alusão ao Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas

Emerson Baré conduz o encontro com educadores em fevereiro. Foto: Gabie Pereira | Acervo MCI

O Museu das Culturas Indígenas (MCI) promove neste sábado, 07 de fevereiro, uma programação especial dedicada à reflexão sobre comunicação, educação, território e direitos dos povos indígenas. As atividades incluem uma formação voltada a educadores e um debate público em celebração ao Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas.

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A programação tem início pela manhã, das 10h às 12h, com o encontro “A etnocomunicação e a promoção da Língua Indígena Nheengatú nos territórios”, voltado a educadores formais e não formais. Conduzida por Emerson Baré Puranga, mestre de saberes do MCI, a atividade propõe uma discussão sobre o uso de ferramentas digitais como instrumentos de luta política, resistência cultural e afirmação de direitos indígenas.

Durante o encontro, o conceito de etnocomunicação é apresentado como uma prática essencial para o fortalecimento das línguas indígenas nos territórios e nas cidades, além de contribuir para a formulação de políticas linguísticas. Segundo Emerson Baré, trata-se de “formas alternativas de comunicação necessárias para subverter o domínio do capital sobre populações marginalizadas”, além de reforçar o papel da mídia indígena na construção de narrativas próprias.

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O debate também evidencia o caráter estratégico da etnocomunicação no apoio à luta pela oficialização das línguas indígenas, o que pressupõe o reconhecimento desses idiomas como oficiais, ao lado do português, com impactos diretos na educação escolar das populações originárias.

A atividade integra o programa Encontro com Educadores: temáticas indígenas na educação, desenvolvido pelo MCI desde 2022 como parte de sua política de formação continuada, e dialoga diretamente com a Lei Federal nº 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e das culturas indígenas nas escolas. O encontro oferece certificado com carga horária de duas horas.

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O bate-papo no Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas mostra como o MCI é um espaço de formação, diálogo e visibilidade. Foto: Pedro Cardoso | Acervo MCI

Invisibilização e presença indígena nas cidades

No período da tarde, das 15h às 16h30, o museu realiza o encontro “Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas: invisibilização e marginalização em grandes centros urbanos”, com a participação das lideranças Avani Fulni-ô e Roseli Coä Pataxó Hã-hã-hãe.

A conversa propõe uma reflexão sobre as experiências indígenas em contextos urbanos, abordando temas como deslocamentos forçados, pertencimento, identidade e a relação dos povos indígenas com a cidade e as ruas. O debate amplia a compreensão do conceito de território a partir da perspectiva indígena, entendido não apenas como espaço físico, mas como um campo que envolve memória, cultura, ancestralidade e modos de vida.

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A atividade integra a programação do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado em 07 de fevereiro em memória de Sepé Tiaraju, liderança Guarani assassinada em 1756 durante a expulsão de seu povo de seus territórios. Sua trajetória permanece como símbolo histórico da resistência e da defesa dos direitos indígenas no Brasil.

SERVIÇO

  • Encontro com Educadores: a etnocomunicação e a promoção da Língua Indígena Nheengatú nos territórios

         Data e horário: 07/02/2026, das 10h às 12h

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  • Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas: invisibilização e marginalização em grandes centros urbanos, com Avani Fulni-ô e Roseli Coä Pataxó Hã-hã-hãe

         Data e horário: 07/02/2026, das 15h às 16h30

 Todas as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/

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