Museu celebra identidade e resistência dos povos indígenas
Encontro “Essa terra tem dono!” e Dia Internacional da Língua Materna são destaques em fevereiro no Museu das Culturas Indígenas
Encontro “Essa terra tem dono!” e Dia Internacional da Língua Materna são destaques em fevereiro no Museu das Culturas Indígenas
Em fevereiro, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) realizará encontros gratuitos que celebram a identidade cultural e a resistência dos povos indígenas, com destaque para o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas e o Dia Internacional da Língua Materna.
O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.
“Essa terra tem dono!”, a frase proferida pela liderança histórica Sepé Tiaraju será inspiração para o encontro no Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas (07/02), às 15h, no MCI. A conversa entre Clarice Pankararu e Kawakani Mehinako, com mediação de Leandro Karaí Mirim, abordará as significativas lutas de povos nativos e as particularidades de cada território.

Os jovens indígenas farão a conexão entre lutas do passado e do presente, a fim de mostrar a continuidade pela reinvindicação de direitos e a resistência à tese jurídica do marco temporal, a qual justifica o direito às terras indígenas garantido apenas a partir de 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal.
A figura histórica Sepé Tiaraju viveu na região das Missões, entre o sul do Brasil, o leste do Paraguai, o norte da Argentina e do Uruguai, onde lutou contra portugueses e espanhóis para que o povo Guarani não fosse expulso de seu território. Ele foi assassinado no dia 7 de fevereiro de 1756, quando proferiu a frase que marca sua luta e de todos os povos indígenas: “Essa terra tem dono!”.
Em fevereiro, o Programa de Contação de Histórias do Museu das Culturas Indígenas, em 15/02, às 11h, traz aspectos da migração do povo Kaimbé, etnia originária do Nordeste brasileiro, serão compartilhados por Elzeni Kaimbé. Sua etnia, bem como muitos outros povos indígenas, construiu sua morada nas margens da cidade de São Paulo.
Serão compartilhados fotos e vídeos que mostrarão a importância e a força dos cantos e das danças, além de depoimentos de familiares sobre a resiliência dos povos durante a diáspora e a manutenção das tradições no novo território.
Como um idioma constrói identidade, tradições e memória de um povo serão abordados no encontro em celebração ao Dia Internacional da Língua Materna, em 21/02, às 15h. O evento contará com a participação de Claudio Verá e Yriwana Teluira Karajá, e mediação de Paula Guajajara.

O público poderá conhecer as particularidades e histórias de povos falantes do Guarani Mbya, uma das três variedades modernas da língua Guarani, da família Tupi-Guarani, tronco linguístico Tupi; do Iny Rybè, uma língua Macro-Jê falada pelo povo Karajá em cerca de trinta aldeias na região central do Brasil; e do Ze’egete (“a fala boa”), a língua Guajajara, da família Tupi-Guarani.
Artesãs e artesãos dos povos Bororo, Guarani, Huni Kuin, Pataxó, Fulni-ô, Guajajara, Terena, entre outros, comercializarão uma grande diversidade de artefatos tradicionais na Feira de Artes Manuais Indígenas em exposição na área externa no MCI. Entre 9h e 18h, o espaço promoverá artistas a fim de incentivar, auxiliar e ampliar as oportunidades socioprodutivas e econômicas de pessoas indígenas.

Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas: essa terra tem dono!
Contação de Histórias MCI: histórias diaspóricas de uma família Kaimbé, com Elzeni Kaimbé
Dia Internacional da Língua Materna: línguas indígenas e identidade brasileira
Feira de Artes Manuais Indígenas
Todos as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site: