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Festival celebra abelhas nativas no Parque do Ibirapuera

Evento destaca o papel das abelhas na biodiversidade e promove atividades para todas as idades, com foco em conservação e conhecimento

Foto: Divulgação

Recém-reformado, o Pavilhão Japonês, localizado no Parque do Ibirapuera, recebe a 5ª edição do Hachimitsu Matsuri, festival dedicado às abelhas e ao mel. Realizado em parceria com o Coleção Abelhas, o evento acontece nos dias 30 de abril e 1º, 2 e 3 de maio, com programação que inclui bazar, atividades educativas, exposição de fotos, palestras, workshops e convidados especiais. Em japonês, “hachimitsu” significa mel de abelha, e “matsuri”, festival. “O Hachimitsu Matsuri cresceu ainda mais. Teremos os expositores, palestras e workshops durante os quatro dias de evento, além de novidades como o III Concurso de Fotografia e as atividades especiais de flash tattoo e live painting. Sentimos que o interesse pelas abelhas é cada vez maior, e um evento totalmente dedicado à elas é uma grande ferramenta para sua conservação. Sempre podemos considerar aquela máxima, de que só protegemos aquilo que conhecemos”, comenta o coordenador do evento, Flávio Yamamoto.

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Entre os expositores confirmados estão marcas como Coleção Abelhas, Puhuk, Thais Kato, Abelha Nativa, Ambá Ambá, Apiário Tio Rozalvo, Debora Bove Velas, Arte Koguei, Melissoterapia, Tupygua, Vendrasco Propolis, Ybi-ira, Fabiana Shizue, Lab Onigiri, Be Silva e Polinizador de Afetos, com produtos relacionados ao universo das abelhas e do mel. Na área gastronômica, a Na Na Ya Patisserie e a Mori Chazeria preparam um cardápio especial com doces e bebidas à base de mel.

Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera
Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera. Foto: Divulgação

O Brasil abriga mais de 300 espécies de abelhas nativas, conhecidas por serem menores, mais mansas e delicadas do que as espécies africanizadas, as abelhas listradas mais populares. Essas espécies vivem em colmeias menos numerosas e produzem menor quantidade de mel que, por sua qualidade, é altamente valorizado. Patrocinado por Sakura e Fujifilm, o festival traz novidades em 2026, como exposição de arte, exibição de filmes e curtas, apresentações musicais, além de uma área dedicada a jogos de tabuleiro e gastronomia. Um dos destaques da programação é o III Concurso de Fotografia, que exibirá os melhores registros nas categorias Meliponini (abelhas sem ferrão), Euglossini (abelhas das orquídeas) e semi-sociais. Os vencedores serão premiados com uma câmera Instax.

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A agenda de palestras aborda temas relevantes e ainda pouco difundidos, como a diversidade dos méis brasileiros, a observação e o registro de abelhas na natureza, unidades de conservação, jardins agroflorestais, origem das abelhas e a variedade de espécies solitárias. Para o público infantil, há atividades educativas, como oficinas sobre abelhas sem ferrão. “As abelhas são de suma importância para a nossa sobrevivência, cerca de 70% de toda alimentação humana precisa da polinização direta e indireta das abelhas, então falar das abelhas é muito importante para todo mundo. Esse evento possibilita mostrar que existe uma diversidade gigantesca de espécies, e abre a oportunidade de falar também da diversidade das nossas abelhas nativas”, comemora Flávio.

Construído em 1954 pelo governo japonês em conjunto com a comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi um presente à cidade de São Paulo em celebração ao IV Centenário. Erguido em madeira com técnicas tradicionais, o espaço se consolidou como referência cultural e símbolo do intercâmbio entre Brasil e Japão. Após uma ampla reforma estrutural, foi reaberto à visitação em março de 2026 e segue como ponto de visita frequente de autoridades japonesas em passagem pelo país. A gestão do espaço é feita pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, entidade fundada em 1955 e dedicada à preservação e difusão da cultura japonesa no Brasil, além de promover ações contínuas de assistência social voltadas à população idosa. A instituição também é responsável pelo Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil e pelo Parque Bunkyo Kokushikan, em São Roque.

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5º Hachimitsu Matsuri
30 de abril, 1º, 2 e 3 de maio
Local: Pavilhão Japonês – Parque do Ibirapuera (portão 10, próximo ao Planetário)
Quinta-feira: 10h às 17h – entrada gratuita
Sexta, sábado e domingo: 10h às 17h – inteira R$ 15 / meia R$ 7
Informações: www.bunkyo.org.br
Instagram: @pavilhao_japones