Como alimentar 10 bilhões de pessoas, o número estimado da população mundial na década de 2050, com diversidade na produção, respeito ao meio ambiente e qualidade nutricional?

Como enfrentar os desafios das mudanças climáticas, a redução da biodiversidade, extremos como a fome e a obesidade e a distribuição desigual dos alimentos?

A exposição “PRATODOMUNDO – Comida para 10 bilhões”, inaugurada no dia 12 de abril no Museu do Amanhã, pretende apresentar essas questões, mas também levar o público a conhecer e refletir sobre possíveis soluções, como o cultivo em regiões pouco exploradas (tundra, oceanos e desertos), além do consumo de alimentos como algas, insetos e plantas.

Com 650 m², a exposição é dividida em cinco grandes áreas:

“A cultura do comer”, que vai mostrar como nossos hábitos de alimentação estão se globalizando, com fluxos intensos, enquanto a pressão dos mercados está padronizando certos tipos de alimento, gerando perda de agrobiodiversidade;

“Novas fronteiras agrícolas”, que destaca locais alternativos que já produzem alimentos mas que terão de intensificar essa produção;

“Tecnologias”, sobre técnicas para aprimorar a genética e os nutrientes dos alimentos e sua maior resiliência às mudanças climáticas;

“Saúde e sociedade”, que aborda a qualidade das dietas globais, a importância de se aproveitar os alimentos integralmente e as alternativas no consumo de proteínas, como insetos, fungos e algas; e, por fim,

“Comida para o amanhã”, onde  o visitante se torna o protagonista para resolver alguns desafios na alimentação de um planeta superpopuloso.

De acordo com as Nações Unidas, a população mundial, atualmente em 7,6 bilhões, deverá chegar a 8,6 bilhões em 2030; 9,8 bilhões em 2050; e 11,2 bilhões em 2100. Os dados apontam que a maior quantidade de nascimentos deve se concentrar no cinturão de países pobres, com metade deste crescimento em nove nações: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, EUA, Uganda e Indonésia.

“Em uma época em que os métodos de produção atingiram seus limites, a qualidade e origem dos alimentos se tornaram um problema global, com fortes indicadores de que os hábitos atuais estão impactando o clima e a nossa saúde”, destaca Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil, um dos patrocinadores da exposição.

Para os curadores, a ideia de “PRATODOMUNDO” não é apresentar ao visitante uma única resposta ou alternativa individual que solucione crises futuras, mas incentivar o visitante a problematizar as possibilidades apresentadas e analisar as opções para uma produção e distribuição mais justas e sustentáveis.

A mostra é voltada para todos os públicos, principalmente famílias e crianças a partir de 8 anos. Ela foi desenvolvida para ser acessível, de fato, “pratodomundo”.

Serviço

PRATODOMUNDO – Comida para 10 bilhões

Data: de 12/04 a 20/10/2019

Local: Museu do Amanhã

Endereço:  Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Às terças-feiras a entrada é gratuita.

Informações: museudoamanha.org.br

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.