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Cartilha conecta produção rural e conservação da Mata Atlântica

Publicação apresenta 110 espécies nativas para orientar práticas produtivas sustentáveis

nativas da Mata Atlântica
Imagem: Reprodução

A preservação da Mata Atlântica ganha um novo reforço com o lançamento da cartilha “Árvores nativas da Mata Atlântica: sustentabilidade e utilização na propriedade rural”, desenvolvida pela Associação Ambientalista Copaíba, em parceria com o WWF-Brasil e a Sylvamo. O guia apresenta 110 espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, trazendo informações práticas para produtores rurais que desejam aliar produtividade com conservação ambiental.

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A cartilha foi criada como um recurso acessível para agricultores e comunidades rurais. O conteúdo destaca as características ecológicas e os potenciais usos das espécies nativas em diversos contextos, como:

  • Recuperação de áreas degradadas

  • Implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs)

  • Enriquecimento de propriedades rurais com árvores nativas

Vista da Mata Atlântica no Parque Estadual da Cantareira, em São Paulo
O Parque Estadual da Cantareira é considerado o maior fragmento urbano de Mata Atlântica do mundo. Foto: Sturm CC 4.0

Segundo a Copaíba, a proposta é “oferecer subsídios para que produtores rurais escolham as árvores mais adequadas ao enriquecimento de suas áreas, promovendo benefícios ambientais, produtivos e sociais”.

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Programa Raízes do Mogi Guaçu

A publicação faz parte do Programa Raízes do Mogi Guaçu, uma iniciativa conjunta da Sylvamo e WWF-Brasil, com implementação pela Copaíba. O programa visa restaurar a Mata Atlântica e proteger os mananciais da bacia do rio Mogi Guaçu.

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Até abril de 2025, o programa já contribuiu para a restauração de mais de 340 hectares de florestas nativas na região da Serra da Mantiqueira, promovendo a biodiversidade e a segurança hídrica local.

A cartilha está disponível para download gratuito no site da Copaíba.

Por que plantar árvores nativas da Mata Atlântica?

As espécies nativas da Mata Atlântica são fundamentais para a conservação da biodiversidade, pois fornecem abrigo e alimento para diversas espécies da fauna e flora, muitas delas endêmicas ou ameaçadas de extinção.

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De acordo com Flávia Balderi, secretária executiva da Copaíba, as árvores nativas proporcionam múltiplos benefícios:

  • Melhoria do solo: aumentam a matéria orgânica, fixam nitrogênio e evitam erosões.

  • Produção sustentável: geram renda com frutos, madeira de manejo, óleos essenciais e resinas.

  • Proteção ambiental: contribuem para o ciclo da água, protegem nascentes, reduzem a temperatura e melhoram a qualidade do ar.

Museu do Jardim Botânico mata atlântica
Exposição Mata Atlântica: in-finitos encantos, no Museu do Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“A cartilha representa um passo importante para aproximar o produtor rural das soluções baseadas na natureza. Ao facilitar o acesso a informações sobre espécies nativas e seus usos, reforçamos que é possível produzir de forma sustentável e, ao mesmo tempo, recuperar a biodiversidade e os mananciais da Mata Atlântica”, afirma Flávia. “Investir na restauração e no plantio de árvores nativas é essencial para garantir um futuro sustentável, promovendo a recuperação dos ecossistemas e a valorização dos serviços ambientais que essas espécies oferecem”, completa.

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Associação Ambientalista Copaíba

A Copaíba é uma organização sem fins lucrativos criada em 1999, em Socorro (SP), com o objetivo de proteger e restaurar a Mata Atlântica. Reconhecida como uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a entidade atua em 19 municípios do leste de São Paulo e sul de Minas Gerais.

Entre suas principais ações estão:

  • Produção de mudas nativas da Mata Atlântica

  • Projetos de restauração ecológica

  • Atividades de educação ambiental

  • Participação em políticas públicas ambientais

Ao todo, são mais de 4 milhões de mudas produzidas, 300 proprietários parceiros, 713 hectares restaurados e 40 mil participantes das vivências de Educação Ambiental. Saiba mais em: https://copaiba.org.br/.

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