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Documentário “Yanuni” é indicado ao Oscar do cinema ambiental

Documentário sobre Juma Xipaia retrata a luta indígena contra o garimpo e concorre em três categorias do Jackson Wild Media Award

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Juma em cena do documentário Yanuni. Foto: Yanuni | Divulgação

O documentário YANUNI, que acompanha a trajetória da líder indígena Juma Xipaia e de seu companheiro, o agente do Ibama Hugo Loss, foi indicado em três categorias do Jackson Wild Media Awards, considerado o principal prêmio internacional do cinema de natureza, ciência e conservação.

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Produzido por Juma Xipaia e Leonardo DiCaprio, com direção de Richard Ladkani (O Extermínio do Marfim, Perseguição em Alto-Mar), o filme concorre nas categorias: Planeta em Crise (longa-metragem), Pessoas e Natureza (longa-metragem) e Melhor Longa-Metragem.

Filmado na Terra Indígena Xipaya, no município de Altamira (PA), YANUNI documenta os desafios enfrentados por Juma — primeira mulher a assumir o cargo de cacique em seu povo — e por Hugo Loss, referência nacional em fiscalização ambiental, na linha de frente do combate ao garimpo, à mineração ilegal e ao desmatamento na Amazônia.

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Leonardo DiCaprio e Juma Xipaia na COP 26, em Glasgow, na Escócia, em 2021. Foto: reprodução do Instagram de Leonardo DiCaprio

YANUNI é o caminho e a ferramenta que escolhemos para ampliar nossas vozes para o mundo sobre a devastação que a nossa terra, a nossa casa e o nosso povo enfrentam todos os dias. Esta é uma produção que fala de nós, indígenas da Amazônia, e é feita também por nós”, destaca Juma. “Ver esse trabalho reconhecido mundialmente nos dá ainda mais força para continuar essa luta.”

A produção é assinada pela Malaika Pictures, com coprodução de DiCaprio e produção executiva de Eric Terena. A trilha sonora conta com participações das artistas indígenas Katu Mirim e Djuena Tikuna.

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Resistência indígena em foco

Mais do que um retrato ambiental, YANUNI expõe a violência política e territorial enfrentada por lideranças indígenas no Brasil. Juma Xipaia sobreviveu a seis tentativas de assassinato ao denunciar crimes ambientais e resistir a projetos como a usina de Belo Monte e a mineradora canadense Belo Sun.

Sua trajetória no documentário culmina na nomeação ao cargo de Secretária Nacional de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas, no primeiro Ministério dos Povos Indígenas do Brasil, cargo que assume enquanto enfrenta ameaças e o desafio de uma gestação em meio à luta política.

Já Hugo Loss, servidor de carreira do Ibama, atua há mais de uma década em ações de combate ao garimpo e à grilagem em terras indígenas. Durante o governo Bolsonaro, foi exonerado após ser alvo de espionagem ilegal. Retornou ao órgão em 2023, ocupando cargo de chefia na coordenação de operações de fiscalização.

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Prêmio internacional reconhece impacto ambiental

O Jackson Wild Media Award, conhecido como o “Oscar da natureza”, premia anualmente as mais impactantes produções audiovisuais voltadas à ciência, conservação e meio ambiente. Os vencedores serão anunciados em 2 de outubro, durante o Jackson Wild Summit 2025, em Jackson Hole, nos Estados Unidos.