Termina nesta quarta-feira, 30 de janeiro, o prazo de inscrições para as duas primeiras turmas do Curso Viver de Bike de 2019. As aulas acontecem no CDC Arena Radical, na Vila Olímpia, a partir de 4 de fevereiro. Ele é perfeito para conhecer melhor as oportunidades que o setor está oferecendo após a chegada das empresas de bicicletas de aluguel, dos aplicativos de entrega e do aumento das vendas nas bicicletarias. 

Quem participar do curso tem a oportunidade de sair da crise no pedal, pois receberá qualificação para abrir um negócio ou concorrer a um emprego. São 60 horas de aulas divididas entre mecânica e economia circular, com conceitos de autogestão, responsabilidade social e financeira, planejamento de negócios, empreendedorismo e vivências de cicloturismo. Quem concluir o programa vai receber como certificado a bicicleta que irá restaurar durante formação técnica.

Serão duas classes de 15 pessoas com duas aulas noturnas semanais às segundas e quartas ou terças e quintas-feiras, das 19 às 22 horas. A seleção é realizada a partir da análise econômica e social e podem se inscrever pessoas acima de 15 anos de idade com prioridade para quem tem baixa renda ou está em situação de vulnerabilidade tais como, desempregadas, transsexuais e imigrantes. Metade das vagas são destinadas a mulheres.

O curso é gratuito e faz parte de um projeto que visa incentivar modelos mais justos e inclusivos de geração de renda e emprego por meio da bicicleta. Ele atende ao menos dois dos dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU: redução das desigualdades e cidades e comunidades sustentáveis (ODS  10 e 11).

Angela Soler (agachada), ex-aluna do Viver de Bike, tornou-se profissional da bicicleta.

Outras quatro turmas serão selecionadas em 2019. A meta é formar 90 pessoas ao longo do ano. Mais informações sobre o projeto estão na página do Aromeiazero no endereço.

O formulário de inscrição está disponíel em www.bit.ly/vdb2019.

O projeto

O Viver de Bike é reconhecido como o principal projeto de geração de renda por meio da bicicleta no Brasil. Em junho deste ano foi um dos oito “cases” escolhidos para ser apresentado durante as plenárias da Velo-city Rio 2018, conferência internacional de quatro dias promovida pela Federação Europeia de Ciclismo (ECF) no Rio de Janeiro.

Os custos do curso neste ano serão cobertos pela Alstom Foundation, fundação que incentiva práticas de sustentabilidade social e ambiental nos países onde atua. O curso também tem apoio da Shimano, Trek, Escola Park Tool e Kalf.

Além da formação profissional, o Viver de Bike tem uma campanha permanente que estimula a doação de bicicletas abandonadas que passam por reciclagem na oficina do instituto.

Elas são vendidas para pessoas que ainda não possuem condições de ter uma bicicleta nova. Também  são alugadas em atividades solicitadas por empresas, tais como o Rodinha Zero (que ensina crianças a andar sem rodas de apoio) e passeios ciclísticos. O dinheiro arrecadado é utilizado para financiar outras turmas do Viver de Bike. No ano passado, o curso foi totalmente custeado dessa forma.

O Viver de Bike é realizado desde 2016, mas a partir de 2017 começou a exibir números mais robustos. Desde que passou a ser realizado na Arena Radical, das 70 pessoas selecionadas, 57 concluíram o programa, sendo 32 mulheres. Dessas, 10 passaram a gerar renda com a bicicleta.

O Aromeiazero

Instituição sem fins lucrativos fundada em 2011 em São Paulo, tem a missão de promover uma visão integral da bicicleta para torná-la ferramenta de mudança no modo de vida e de relações humanas em centros urbanos. Mais que transporte, a bicicleta estimula e facilita a expressão artística, o trabalho, o lazer e o esporte.