Com informações do Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo

O governador João Doria determinou quarentena em todos os 645 municípios de São Paulo a partir de terça-feira, dia 24 de março. Durante 15 dias, a medida impõe o fechamento do comércio, exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança.

A quarentena foi anunciada no sábado, 21 de março, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes com a presença do prefeito da capital, Bruno Covas,  e tem como objetivo proteger a saúde pública e reduzir a disseminação do coronavírus.

“Isso implica na obrigação do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais à população. Essa medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida se houver necessidade”, disse Doria.

Segundo o prefeito Bruno Covas, na cidade de São Paulo os bares e outros estabelecimentos já deveriam estar fechados desde o dia 20 de março. Covas também fez um apelo para que as pessoas permaneçam em casa. “Não é férias. É isolamento social. É um ato de humanidade, respeito ao próximo, família e amigos. Permaneçam em casa o máximo que puderem”, insistiu o prefeito.

“Com a edição do decreto estadual não há necessidade de um decreto municipal para fechamento de restaurantes a partir de terça-feira. Seguimos a orientação do decreto estadual. Teremos um decreto municipal estabelecendo casos omissos ou dificuldade de interpretação orientando os fiscais da Prefeitura em relação a determinação estadual”, finaliza Bruno Covas. .

O que abre e o que fecha

O fechamento do comércio atinge todas as lojas com atendimento presencial, inclusive bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou serviços de entrega.

Só ficarão abertos estabelecimentos com atendimento presencial que prestam serviços considerados essenciais – a quarentena não afeta o funcionamento de indústrias. O decreto assinado por Doria listas as exceções em seis categorias distintas.

Nos serviços de saúde, está liberado o funcionamento de hospitais, clínicas– inclusive as odontológicas – e farmácias. No setor de alimentação, podem funcionar supermercados, hipermercados, açougues e padarias – que não poderão permitir o consumo no estabelecimento durante a quarentena.

No setor de abastecimento, poderão atuar normalmente transportadoras, armazéns, postos de gasolina, oficinas, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais.

Os demais setores que poderão oferecer serviços durante a quarentena são: empresas de segurança privada; empresas de limpeza, manutenção e zeladoria; bancos, lotéricas e correspondentes bancários.

No site da prefeitura de São Paulo é possível ver o que abre e o que fecha na capital.

Restrição na circulação e aglomerações

O aumento nas restrições de circulação foi decidido com o respaldo do Centro de Contingência contra o coronavírus. “São medidas importantíssimas, no tempo adequado e respaldadas por todos os critérios científicos”, disse o médico infectologista David Uip, que coordena o grupo de especialistas.

O cumprimento da quarentena será fiscalizado pelo Estado e também pelas prefeituras. O Governador também disse que aglomerações e festas ao ar livre, como os chamados “pancadões”, são considerados ilegais e deverão ser coibidos pela Polícia Militar não apenas na Grande São Paulo, mas também no interior e no litoral do estado.