Afastadas da escola, milhões de crianças estão vivendo cotidianamente uma vida cada vez mais digitalizada em frente aos computadores, smartphones, tablets e também televisores. 

Os dispositivos digitais transformaram-se em ferramentas para a educação à distância, meio de socialização com familiares e amigos, e entretenimento.

Como  lidar com os desafios do mundo ainda mais digital?
Como manter um equilíbrio saudável entre a vida online e offline?

Pais não precisam virar professores e nem entreter as crianças o tempo todo, mas precisam organizar uma rotina familiar, fazer combinados com as crianças e adolescentes, impor limites de horas de uso das telas, permitir o ócio,  incentivar outras atividades e atuar como mediadores entre a vida real e virtual.

Alguns cuidados importantes:

1. Se as crianças já estão em frente às telas para as aulas online, o que elas podem fazer  offline no seu tempo livre? Encontre atividades e estabeleça esta rotina.

2. Se os dispositivos digitais tornaram-se  meios de educação, socialização e entretenimento, quem coloca limites no uso pelas crianças? É importante estabelecer um limite para o tempo que as crianças passam em frente às telas.

3. Saiba o que elas estão acessando. Por trás dos Youtubers e Influencers que as crianças e adolescentes estão seguindo, existe  um forte apelo mercadológico e consumista.

4. Preserve o convívio familiar salutar, com refeições feitas juntos, um jogo em família à noite e contação de histórias para os pequenos.

5. Cuidado com o efeito viciante dos vídeos games e séries.

6. Incentive  outras atividades que possam ser prazerosas e que  as crianças possam expressar sua subjetividade em relação ao que estão vivendo: desenho, colagem, trabalhos manuais, jardinagem, fotografia, instrumento musical, etc,

7. Desconectem-se  dos dispositivos digitais pelo menos 2 horas antes de ir para cama para preservar a qualidade do sono.

Dada a frieza dos interações virtuais, o convívio familiar é a dimensão do real e do humano capaz de acolher e preencher a vida da criança.

Foto: Pixabay