La Paz, Bolivia
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Setembro é um mês em dedicado ao tema mobilidade. Mais precisamente no dia 22, acontece em diversas partes do planeta o “Dia sem carro”. Na Bolívia, a data é celebrada no primeiro domingo do mês, portanto, foi realizada no último dia 3. Com participação do governo, em nível federal e municipal, o país registrou uma queda nas emissões de poluentes de até 70%.

O dia livre de automóveis ocorreu em todo o país com apoio das autoridades, logo os veículos não emergenciais foram banidos das ruas. A medida é uma resposta ao aumento do uso de carros nos últimos 10 anos, em decorrência do aumento da classe média boliviana.

O evento teve início em Cochabamba, uma das cinco cidades mais poluídas da América Latina, mas logo se espalhou para outras regiões. “A poluição do ar cai 60-70% porque 70% dos nossos contaminantes do ar provêm de veículos”, disse Soledad Delgadillo, do governo municipal de Cochabamba. “A diferença na qualidade do ar é perceptível. Ela [poluição] cai para quase zero quando normalmente pode subir até 100 partes por metro cúbico”, afirma Jorge Martin Villarroel, diretor da instituição de caridade ambiental PAAC ao The Guardian.

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Além disso, desde 2011, o país possui “Dia do Pedestre e Ciclista em Defesa da Mãe Terra”. A ideia é incentivar a troca do veículo individual pelos meios de transporte mais saudáveis e quase esquecidos: a caminhada e a bike. A ideia está ligada a outra data comemorativa: o Dia do Desafio -, em que pessoas de diversas cidades se mobilizam e competem para engajar o maior número de pessoas em atividades físicas.

O fato de 70% da população boliviana estar em empregos informais também ajuda a tornar o dia sem carro em uma grande festa. Em La Paz, capital da Bolívia, as ruas são tomadas por pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes. Protestos e lições de educação ambiental também fazem parte do evento.

Villarroel explica que os planos para a cidade de Cochabamba incluem desenvolver melhores áreas para pedestres e obter um sistema público de bicicletas para os moradores, além de melhorias para os que já utilizam este meio de transporte. “Trabalhamos com o município para obter uma lei aprovada promovendo bicicletas, reunindo mais de mil assinaturas”, afirmou ele ao The Guardian. “Nós conseguimos unir pessoas que viajam de bicicleta para pressionar a cidade a conseguir rotas de bicicleta e rotas configuradas”.

Redação CicloVivo

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