A Torre Eiffel é um ícone arquitetônico reconhecido em todo o mundo como um dos mais importantes símbolos de inovação. Inaugurada em 1889, ela acaba de ganhar um reforço extra. Duas turbinas eólicas de eixo vertical foram adicionadas à estrutura e produzirão energia limpa para o complexo.

Conforme informado pelo site Smithsonian, o projeto faz parte da maior reforma realizada na torre nos últimos 30 anos e foi planejado com cautela durante mais de dois anos. A empresa responsável pela instalação é a norte-americana Urban Green Energy. Foram necessários muitos cuidados para a instalação, desde a escolha dos materiais até a logística para transportá-los ao segundo nível da torre.


Foto: Divulgação

As turbinas usadas são de eixo vertical, o modelo mais comum para uso dentro dos centros urbanos. A escolha deve-se ao tamanho, muito menor do que as estruturas usadas em parques eólicos, e à sua eficiência. Por ser proibido o uso de guindastes, os equipamentos foram erguidos por trabalhadores pendurados em cordas em um processo que levou dez dias. As turbinas também ganharam uma cor semelhante ao bronze desgastado da Torre Eiffel.


Foto: Divulgação

A energia produzida pelas novas turbinas eólicas deve ser suficiente para abastecer o restaurante e a loja do primeiro pavimento do complexo. Apesar da utilidade e eficiência do projeto, uma de suas maiores importâncias é para a propagação da energia limpa. Anualmente a Torre Eiffel recebe, aproximadamente, sete milhões de turistas que, agora, terão acesso direto a informações sobre a fonte renovável e poderão vê-la em funcionamento na prática.


Foto: Divulgação

A reforma arquitetônica ainda inclui outras soluções sustentáveis. A torre também deve ganhar iluminação de LED, um sistema de captação da água da chuva, para reutilização em sanitários, e painéis solares, instalados na cobertura de algumas áreas comuns.

Neste ano Paris receberá a Conferência Climática da ONU e o projeto aplicado na Torre Eiffel deve ser usado como demonstração das possibilidades para a redução da pegada de carbono. 

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.