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A apresentação do “Plano Copa Verde”, que prevê a construção de estádios e prédios sustentáveis para a Copa do Mundo de 2014, será um dos destaques do 2º Congresso Ibero-americano de Instalações Esportivas e Recreativas, a ser realizado entre os dias 19 e 22 deste mês, no Teatro do SESI-SP.

O desenvolvimento sustentável representa um compromisso de crescimento e desenvolvimento social, econômico e ambiental que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações em satisfazerem suas próprias necessidades.

Para Eduardo Castro Mello, consultor em arquitetura esportiva e um dos profissionais mais premiados do país, o “Plano Copa Verde” será a maior ação coordenada já feita de Green Building – conceito que reúne tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil.

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As certificações Leed, Aqua e Selo Verde, dentre outras, já não são apenas bordões para arquitetos, engenheiros, desenvolvedores e especificadores. Seja pelas atuais exigências normativas ou por uma simples decisão ética consciente, os projetos e construções sustentáveis tornaram-se prioridades na sociedade contemporânea.

Não é por acaso que a Fifa definiu que a Copa do Mundo de Futebol, a ser realizada no Brasil em 2014, deverá perseguir o que chamou de “Green Goals”, ou seja, metas verdes. Isso é uma clara alusão à desejada sustentabilidade nas obras dos estádios. Essa diretriz foi acatada pelos escritórios de arquitetura autores dos projetos dos estádios brasileiros para a Copa 2014. Diversos itens sustentáveis foram incluídos em seus projetos, para que obtivessem a certificação, emitida por organismos internacionais voltados à construção sustentável.

“Este plano, voltado à preparação da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio de Janeiro, segue com medidas de contenção e reversão do desmatamento, investimento em fontes de energia renováveis e redução de emissões de gases relacionados ao transporte aéreo sendo, em sua essência, um exemplo de sustentabilidade”, disse Mello.

Castro Mello adianta que a possibilidade da próxima Copa ser totalmente sustentável é de 80%, o que seria algo inédito no mundo. O percentual restante reside em decisões que serão tomadas do próximo governo, em especial a utilização de placas fotovoltaicas, que transformam a luz solar em energia.

Quanto ao custo de uma Copa do Mundo sustentável, Eduardo Castro Mello assegura que mesmo sendo de 5 a 6% maior, se compararmos com a infraestrutura da Copa do Mundo da África do Sul, por exemplo, o retorno em economia de água e eletricidade é altamente compensador.

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