Mapa feito a partir de um desenho em um guardanapo. | Foto: Archie’s Press
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Quem ainda pode dizer que conhece o bairro “como a palma da mão”? Poucos. Com a invenção do GPS, as pessoas passaram a utilizá-lo em longas distâncias de carro e, com o tempo, até em simples passeios a pé com os smartphones. A tecnologia que facilita ao mesmo tempo prejudica a própria memória humana, que é estimulada cada vez menos.

O designer norte-americano Archie Archambault propõe então a reconstrução dos “mapas mentais” – o mesmo que utilizávamos antes da invenção do GPS. Funciona da seguinte maneira: ao invés de um mapa digital super completo com referências diversas, ele contém apenas os itens essenciais e suficientes para identificar determinado lugar. É a transposição no papel de como um morador relataria as ruas do seu bairro.

A ideia desse projeto surgiu justamente quando Archie mudou-se para Portland, Oregon, e pediu ajuda a um amigo para conhecer mais a cidade. Após olharem um mapa velho e com tantas informações que mais atrapalhavam do que ajudavam, o rapaz então desenhou um mapa “cru” sem muitos detalhes com as referências que tinha em mente. Ele passou a usá-lo, explorar o local até criar seu próprio mapa mental.

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| Foto: Archie’s Press

Para compartilhá-lo com outras pessoas, a designer refinou o mapa criado por seu amigo, desenhando-o dentro de um círculo. Esta forma geométrica é mais utilizada por ele, por ser a mais fácil e mais simples de compreender, além de ser considerada por filósofos e algumas religiões como a forma mais perfeita que existe.

Ao contrário dos mapas tecnológicos que mostram imagens do ponto de vista aéreo, os desenhos do designer são criados do ponto de vista do solo. Em cada cidade que passa ele conversa com os moradores e essa é a parte mais importante da pesquisa. Ao andar pela região opta sempre pelo modal mais comum localmente.

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| Foto: Archie’s Press

O designer afirma que muitas vezes seguimos a “senhora GPS” sem, de fato, observar o entorno. É preciso, segundo ele, exercitar o cérebro e os mapas podem ser um bom lugar para começar.

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| Foto: Archie’s Press
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| Foto: Archie’s Press

Redação CicloVivo

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