Construções com contêineres são sempre muito interessantes e elas ficam ainda mais legais se forem direcionadas a uma causa nobre. O orfanato “New Jerusalem” é um exemplo de construção sustentável que ultrapassa os limites da arquitetura.

A estrutura foi pensada de maneira muito criativa e deu aos contêineres um ar diferente, mostrando que com um desenho criativo, eles se tornam mais do que caixas, podem se tornar verdadeiros lares. O orfanato está localizado na África do Sul e existe desde 2000, fruto do esforço de duas irmãs com uma ideia altruísta.

O intuito do projeto era oferecer abrigo às crianças abandonadas em consequência da pobreza, de doenças transmissíveis, como o HIV, ou que sofressem por causa de outros problemas sociais. Com o tempo o trabalho foi crescendo e a estrutura inicial já não suportava a quantidade de crianças. Assim, o escritório de arquitetura 4D & A foi escolhido para projetar um novo orfanato com construção econômica.

A opção pelo uso dos contêineres foi uma ótima alternativa, pois eles chegam a custar 25% menos que as casas construídas em tijolos. Além de economizar também em outros materiais, como argamassa e cimento.

O orfanato é dividido em dois blocos, cada um com capacidade para abrigar, confortavelmente, 12 crianças e um monitor de quarto. Além disso, o local também conta com salas de estar, cozinha, espaços comuns e área de estudo, para que as crianças possam realmente se sentir bem e amadas.

Internamente, os arquitetos fizeram um trabalho tão minucioso que quase não é possível perceber que a estrutura é feita em contêineres. Todos os detalhes na decoração demonstram o comprometimento com o bem-estar das crianças e adolescentes que integram o projeto.

Os fundos para a construção do orfanato são provenientes de apoios de doadores privados, organizações não governamentais e também do Departamento de Desenvolvimento Social da África do Sul. Com informações do Inhabitat.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.