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Um espaço composto por um edifício de 200 m2 e um campo de jogos de 800 m2 foi criado pela ONG Architecture for Humanity (AFH) na província de Manica, em Moçambique. A construção contou com membros da organização, dois arquitetos portugueses e 30 trabalhadores das comunidades locais.

O núcleo integra o projeto de construir 20 centros comunitários em diversos países africanos, sendo financiados pela FIFA, através do programa Football for Hope. É um movimento que usa o poder do futebol para alcançar o desenvolvimento social sustentável.

O programa pretende apoiar três mil crianças e jovens da província de Manica, afetados por problemas sociais e ambientais, resultantes da incidência de malária e HIV, por exemplo.

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A comunidade local foi totalmente envolvida no processo construtivo do projeto. Os moradores receberam formação técnica, e, em seguida, criaram uma linha de produção de tijolos de barro comprimido, método mais sustentável do que o processo tradicional da região que desenvolve blocos cozidos. Além de ser mais barato, o tijolo não necessita de gesso de acabamento.

Também foi utilizado bambu para fazer a cobertura e foram criados sistemas econômicos para a redução de energia e água, como é o caso das paredes que foram construídas de maneira que facilitasse a ventilação natural, evitando a instalação de ar condicionado, e a coleta de água para a cisterna. Além disso, foi criada uma rede de saneamento, que garante as condições de higiene necessárias para reduzir os índices de problemas de saúde mais comuns na região.

Foram quase dois anos de construção. Em declaração ao site português P3, os arquitetos Paulo Carneiro e Alina Jerónimo afirmaram que a construção foi uma experiência profissional e pessoal enriquecedora, o que tornou difícil o momento da partida. Com informações do P3.

Redação CicloVivo

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