O novo Museu Ferrari foi projetado para ser contemporâneo e sustentável. O local abriga diversos clássicos automobilísticos da marca, que contrastam com a elegância arquitetônica desenhada pelo Estúdio Shiro, situado na capital inglesa, Londres.

Não é apenas a cor amarela que destaca o edifício italiano, mas sim todas as técnicas aplicadas à construção para que ela se tornasse mais eficiente e agradável aos visitantes. O museu conta com sistema energético geotérmico e visual arrojado como o dos carros criados pela marca.

O espaço de exposição é uma ampla sala branca, que oferece a sensação de modernidade e permite o aproveitamento de toda a luz no espaço. O teto do museu é feito em materiais translúcidos, assim as claraboias elevam a intensidade da luminosidade natural a entrar no prédio.

Durante o verão, termo-sensores ativam as janelas na fachada e telhado para permitir que o ar fresco circule pelo museu, aumentando a eficiência energética, ao mesmo tempo em que reduz a energia necessária para manter o museu em funcionamento.

Mais da metade do prédio principal está construído abaixo do solo e a energia geotérmica é utilizada para aquecer e resfriar os espaços. Este é o primeiro edifício da Itália a utilizar esta técnica, que é aliada aos sistemas fotovoltaicos e ao reaproveitamento de água.

Os carros expostos no Museu Ferrari são muito antigos, mas a marca italiana já anunciou um modelo híbrido elétrico, mesmo que o presidente da companhia diga não acreditar que esta seja a alternativa para o futuro da mobilidade. Com informações do Inhabitat.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.