Fábrica sustentável da GM recebe selo LEED Gold

A fábrica da GM recém-inaugurada em Joinville, SC, recebeu ao selo LEED –Leadership in Energy and Environmental Desing – na categoria Gold. A certificação, oferecida pelo GBC Brasil, garante a utilização de sistemas industriais inovadores e sustentáveis.

A empresa tem a primeira fábrica do setor a receber o alto selo em toda a América Latina. O resultado já havia sido obtido pela GM nos Estados Unidos, em 2006. Entre as novidades utilizadas no projeto estão: utilização de sistemas fotovoltaicos, uso racional de água e eletricidade, tratamento de esgoto por meio de jardins e osmose reversa, entre outras coisas.


A empresa investiu nos jardins filtrantes para tratar parte do esgoto. Foto: Divulgação

A unidade passou por vários processos ambientais para chegar no nível adequado para receber o selo LEED Gold. "A performance ambiental da fábrica de Joinville estava em nosso foco desde o início do projeto", destaca Santiago Chamorro, presidente da General Motors do Brasil. Um sistema de energia solar foi instalado para iluminar a fábrica e os escritórios, evitando as emissões de 10,5 toneladas de CO2 – o equivalente à energia consumida por 220 casas no Brasil anualmente. A energia solar será usada para aquecer 15 mil litros de água todos os dias, evitando a emissão anual de 17,6 toneladas de CO2.


Foto: Divulgação

Após passar por tratamento, a água pode ser reutilizada em vasos sanitários e em outros processos industriais. A economia proporcionada por este sistema chega a ser equivalente a nove piscinas olímpicas, ou seja, 22,9 milhões de litros por ano.

Para que uma construção receba o selo LEED é necessário que as preocupações com a redução do impacto da obra estejam presentes em todas as etapas, desde o planejamento até o uso posterior do edifício. Diante disso, a GM precisou se preocupar com: controle de poeira durante a obra, uso da água reaproveitada para a lavagem das rodas dos veículos, acondicionamento e destinação adequada de todos os resíduos, manutenção e proteção da área de preservação em seu entorno.

Além das preocupações prévias, a empresa fez adequações que possibilitam a melhora na qualidade de vida de seus funcionários. A instalação de bicicletários e vagas que incentivam a carona solidária e a utilização de veículos flex ou elétricos é prova disso.

O prédio também conta com materiais feitos a partir de resíduos reciclados, sistemas de baixo fluxo de água em descarga, temporizador nas torneiras, controle sobre os equipamentos ligados para reduzir o consumo de energia, aproveitamento da iluminação e ventilação natural, entre outras coisas.

Conforme informado pela empresa, o custo total da obra foi de R$ 350 milhões. A área total ocupada pela fábrica é de 500 mil metros quadrados, sendo 30 mil deles destinado à fábrica. Outros 200 mil metros quadrados foram reservados para a preservação ambiental. 

Redação CicloVivo