Um grupo de estudantes da Universidade de Buffalo, EUA, projetou uma torre de 6,7 metros para abrigar abelhas na cidade de Nova Iorque. Batizado de Elevator B, o projeto desenvolvido pela instituição de ensino é importante para a recuperação destes insetos, que cumprem um papel fundamental no desenvolvimento sustentável, principalmente, nos grandes centros urbanos.

A construção da torre para abelhas teve início depois que o Departamento de Agricultura dos EUA registrou perdas de dez milhões de colmeias no país, devido ao misterioso Distúrbio do Colapso de Colônias, que vem causando inúmeras mortes entre insetos desde 2006 no território estadunidense. Além disso, são cada vez mais frequentes os envenenamentos provocados por pesticidas nas zonas rurais.

Elaborada em aço e com formato hexagonal, a torre Elevator B foi destinada principalmente para as abelhas, mas o espaço não fica restrito aos insetos, permitindo a interação entre visitantes. A torre conta com milhares de furos triangulares, por onde passam as abelhas. A parte interna da estrutura possui uma caixa especial, que abriga os insetos, os quais ficam protegidos por um painel de vidro. A torre conta, ainda, com uma porta instalada, por onde entram os visitantes – que ficam isolados das abelhas, livres do terrível desconforto das picadas.

Além de criar um espaço que recria o habitat natural das abelhas, a obra projetada pelos estudantes da Universidade de Buffalo passou a servir como uma ferramenta de educação ambiental, pois, na torre, os visitantes observam os hábitos de cooperação entre as abelhas e passam a valorizar o papel exercido por estes insetos – que não só atuam no processo de polinização, mas também são indicadores da qualidade de vida nos grandes centros urbanos.

A Elevator B é a segunda torre construída pelos estudantes da Universidade de Buffalo para abrigar animais ameaçados. Em 2010, eles ergueram um prédio para abrigar os morcegos da metrópole, que sofriam com a infestação da síndrome do nariz branco. Não há evidências concretas sobre a eficiência deste tipo de construção, mas sabe-se que as torres são uma das melhores alternativas para concentrar a população destes bichos, favorecendo a reprodução das espécies. A medida também chama a atenção da sociedade para a preservação da natureza. Com informações do Gizmodo.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.