O grupo Phi construiu em 2009 a primeira escola militar para meninas em Pune, Maharashtra, na Índia. A escola foi projetada tendo a sustentabilidade como um dos principais critérios. O edifício irá proporcionar um amplo espaço de aprendizagem para 720 alunos e também estrutura para outras atividades. 

Um levantamento inicial foi feito para absorver todas as sugestões feitas pelos alunos e funcionários, pois eles seriam os usuários finais. Também foram realizados alguns estudos de caso do colégio interno da cidade de Pune e do entorno e nas áreas montanhosas de Panchagany. 

As principais metas e objetivos delineados era criar uma atmosfera estudantil amigável com um toque militar para acomodar 720 alunos (professores e não docentes), e oferecer espaço para suas atividades, identificando os problemas enfrentados pelos usuários do estabelecimento. O projeto irá estudar requisitos detalhados para o campus, incluindo o fornecimento de facilidades acadêmica, administração, instalações desportivas e de recreação. 

A sustentabilidade também foi uma questão-chave e os arquitetos trabalharam cuidadosamente para estudar a topografia e vegetação existentes no local e maximizar o uso dos recursos naturais como água e pedras. O edifício vem também com um sistema de reciclagem de água residual, criando uma unidade geomorfológica (landforms) transformados em características da paisagem, com atividades internas e externas.

A abordagem do grupo Phi foi projetar um ambiente propício ao treinamento militar das meninas e ainda criar um segundo lar para elas, proporcionando uma facilidade que acentua o ambiente dos espaços criados pelo projeto arquitetônico. 

O lado sul do edifício escolar conta com piso subterrâneo, piso térreo, primeiro andar, enquanto que o lado norte é superior térreo e primeiro andar, de acordo com o contorno local. A projeção do telhado de 750 mm garante proteção adequada às janelas do primeiro andar, enquanto a hierarquia das salas de aula é mantida como classes "Lower Standard" no piso térreo e classes "Higher Standard" sobre o primeiro andar, junto com os laboratórios. 

Os pátios são cobertos com chapas de policarbonato, protegendo os corredores do excesso de chuva e garantindo a entrada de luz natural na estrutura, reduzindo a quantidade de energia necessária para iluminar o interior. Os bolsões criados no corredor entre as salas de aula garantem adequada ventilação cruzada, e o mesmo material é mantido em todo o campus, usando alvenaria de cascalho. 

O emblema simbólico da escola foi incorporado no layout do piso do hall de entrada, e o uso de materiais naturais na estrutura e corredores irá reduzir a pegada ecológica e manterá os estudantes perto da natureza. 

O estado de Maharashtra já está lutando contra a crise energética e é hora das autoridades estaduais tomarem conhecimento das diversas tecnologias de geração de energia renovável usadas mundialmente. A arquitetura de eficiência energética resolve apenas uma parte dos problemas. Agora os especialistas devem concentrar esforços na produção energética.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.