Com a intenção de aproximar a sociedade à natureza num ambiente inóspito e urbanizado, foi criado um parque em Osaka, no Japão, que une o conceito sustentável com lojas, restaurantes, anfiteatro bem como um espaço para pequenas hortas pessoais.

Quando pensamos em shoppings centers a típica imagem que nos vem a mente é uma série de caixotes conectados com uma praça de alimentação como umas das atrações principais.

Porém, o Namba Parks, um gigante centro comercial em Osaka, Japão, muda totalmente a ideia de como um shopping deve parecer.

Com uma área total construída de 32 mil metros quadrados, o Namba Parks foi selecionado como um dos quatro projetos vencedores do concurso asiático Urban Land Institute’s (ULI) 2009 Award of Excellence. O empreendimento foi concluído em 2003 pelo escritório Jerde Partnership.

O Namba Parks foi construído depois que o estádio de Osaka foi fechado, e criou  uma grande oportunidade de desenvolvimento de comércio no local próximo a uma estação de trem, que fica a apenas uma parada do aeroporto de Kansai.

Como o complexo é uma das primeiras atrações que os visitantes vêem , o proprietário da Nankai Eletric Railway (Companhia de Trem) resolveu criar uma espécie de “portal” para a cidade. O projetado foi pensado para ser um oásis em meio à densa cidade de Osaka.

O complexo de escritórios possui oito andares de terraços verdes, que somam dez mil metros quadrados. A imensa estrutura leva o conceito de teto verde à grande escala. Sua geometria criou formas que levam seus usuários à sensação de que eles estão no topo de uma montanha em meio à natureza, enquanto eles estão realmente no meio de uma grande cidade.

Os terraços ajardinados atravessam vários quarteirões, que ascendem progressivamente oito níveis, até alcançarem os 30 metros de altura da torre. Essas coberturas possuem árvores, gramados, desfiladeiros e penhascos, cachoeiras, riachos, lagoa e até mesmo espaço para horta.

Como o parque acompanha a rua, o acesso ao arvoredo, aos espelhos d’água e aos terraços exteriores é fácil. Para integrar visualmente lojas e restaurante ao parque, foram esculpidas fendas em seu interior. Além disso, existem terraços na cobertura onde acontecem shows ao ar livre promovendo a interação de pessoas.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.