Os skates podem ser considerados a segunda forma mais sustentável de se transportar, atrás apenas da caminhada. Pensando nisso e na paixão que os skatistas nutrem por este meio de transporte, o designer norte-americano Erik Maki, criou uma linha de longboards sustentáveis.

A ideia surgiu quando Maki ainda estava na faculdade e os skates eram figuras constantes nas ruas da Universidade de San Diego, Califórnia. O designer não queria apenas que as criações fossem boas pranchas, ele queria que elas tivessem significado. Por isso, desenvolveu estratégias ambientalmente corretas para a fabricação.

O Maki Longboard foi inspirado em shapes clássicos da década de 1950 e 60, uma forma de prestar uma homenagem, mantendo o estilo tradicional. Como garantia de que a madeira utilizada é de fonte segura, o designer produz todos os skates com madeira certificada pelo selo FSC, produzida e comercializada localmente.

Outros detalhes dos skates são feitos através de um processo especializado que utiliza fibra natural e uma resina epóxi especial. Chamada de SuperSap, esta resina é proveniente de seiva de pinheiro, material que substitui a utilização do petróleo e garante a mesma resistência, durabilidade e flexibilidade da tradicional.

Mesmo com todos estes cuidados, Maki está em uma busca constante pela eficiência e redução de seus impactos na natureza. Sendo assim, ele também encontrou alternativas para minimizar a quantidade de resíduos gerados por sua indústria. Os pedaços de madeira que sobram dos cortes dos shapes são transformados em chaveiros e outros produtos de decoração espalhados pela loja, por exemplo. As caixas de papelão também são reaproveitadas.

Em declaração ao site norte-americano Inhabitat, o designer explicou o motivo de tanto cuidado. “Eu gosto de trabalhar para o melhor. Eu busco alternativas mais sustentáveis porque eu quero fabricar produtos duráveis e que tenham a menor pegada ecológica possível”, declarou Maki. Com informações do Inhabitat.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.