Com programas de eficiência energética, reaproveitamento de água e gestão de resíduos, o primeiro complexo sustentável da América Latina será construído na capital paulista. A área de convivência vai abrigar residências e estabelecimentos comerciais.

Localizado na Marginal Pinheiros, o Parque da Cidade é um complexo em construção, que ocupa uma área de, aproximadamente, 80 mil m². Destes, 22 mil m² são de área verde, que compreende cerca de 30 mil árvores e um lago. Ao longo do terreno, também estão instalados empreendimentos corporativos, uma área residencial, uma torre comercial, um shopping e um hotel.

Como o projeto foi construído para incentivar a interação do público com a natureza, a única área restrita do Parque da Cidade é onde estão instaladas as residências. Segundo os idealizadores, depois que forem concluídas as obras, cerca de 65 mil pessoas deverão visitar o local todos os dias. O acesso será realizado por meio de um sistema de vans elétricas, responsáveis por interligar o empreendimento às estações de trem e metrô.

Para incentivar a prática de esportes e a redução das emissões de carbono, serão construídas ruas e calçadas que priorizem a acessibilidade dos pedestres, que poderão fazer corridas e a caminhadas. Além disso, o complexo possuirá ciclovias e bicicletários. O Parque da Cidade também deverá contar com postos de recargas para veículos elétricos.

Os idealizadores do projeto pretendem reduzir o consumo de água em até 67%, por meio de investimentos em reuso de água e em sistemas de esgoto a vácuo. O Parque da Cidade deverá contar com iniciativas de eficiência energética, que incluem o aproveitamento da luz natural, o uso de energia solar e os programas de educação ambiental para os visitantes do complexo.

Um edifício do empreendimento já tem escritórios à venda – a média de preço do metro quatro quadrado é de R$ 14.200. Segundo a construtora, este prédio ficará pronto em 2015. No entanto, o Parque da Cidade deverá ser lançado em partes, e será totalmente concluído apenas em 2020.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.