O Roxbury E+ é um conjunto de casas projetadas para produzir mais energia do que consomem. O complexo, instalado em Boston, nos EUA, foi planejado pelo escritório de arquitetura ISA e recebeu o selo LEED Platinum, a certificação mais alta concedida a uma construção sustentável.

O projeto foi o vencedor de um concurso realizado pelo conselho da cidade, cujo objetivo era encontrar opções para construir casas positivas energeticamente. O Roxbury E+ foi o vencedor, originando um conjunto de quatro casas, construídas em um antigo terreno baldio no município.


Foto: Divulgação

As residências são geminadas e cada casa possui três andares e 185 metros quadrados. Os telhados são cobertos por placas fotovoltaicas, a principal fonte energética dos edifícios, responsável por fornecer toda a energia usada no abastecimento e ainda produzir um excedente que vai para as redes de transmissão. No entanto, esta não é a única solução sustentável aplicada no projeto.


Foto: Divulgação

Para que a casa produza mais energia do que consome, é necessário torná-la altamente eficiente. Assim, os arquitetos utilizaram grandes janelas de vidro, que maximizam o aproveitamento da luminosidade natural, bem como a ventilação. Para reduzir o consumo de água, todas as torneiras, chuveiros e vasos sanitários foram equipados com sistemas de fluxo reduzido. Até mesmo o jardim é composto por espécies nativas e tolerantes à seca, para diminuir o desperdício.


Foto: Divulgação

Um dos requisitos do projeto era o seu valor social. Por isso, três casas do complexo serão vendidas pelo valor normal de mercado para o bairro, enquanto a quarta será comercializada a 80% do valor. Em entrevista ao site Dezeen, os arquitetos explicaram que a ideia é ajudar a educar uma nova geração de trabalhadores sobre as opções sustentáveis e ao mesmo tempo estimular a economia, promovendo oportunidade de empregos locais.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.