Enquantos uns duvidam das mudanças climáticas, outros se preparam para os piores cenários. A meta atual estabelecida por cientistas no Acordo de Paris é que o aquecimento do planeta deve se manter abaixo dos 2ºC até o fim do século. Ainda que isso seja alcançado, acredita-se que não será possível evitar certos eventos climáticos extremos, como o aumento do nível do mar, por exemplo. É nesse contexto que surge projetos como o do arquiteto nigeriano Kunlé Adeyemi, que apresenta sua terceira versão da Makoko Floating School.

O arquiteto propõe um sistema de construção pré-fabricado que seja resistente às mudanças climáticas. As instalações flutuantes, chamada de MFS IIIx3, são o resultado de seu estudo em alternativas de construção. Três unidades foram instaladas em um lago em Chengdu, capital da província de Sichuan, sudoeste da China.

As estruturas são feitas de madeira e bambu local abundante em Chengdu. Elas formam uma sala de concertos ao ar livre, um espaço para exposições internas e um pequeno centro de informações, todos reunidos em torno de uma praça – reunindo pessoas em um centro de reflexão sobre artes, culturas da água e futuras ecologias.

Como obras de arte, as estruturas flutuantes integram a exposição “Cosmopolis #1.5: Inteligência Ampliada”, que reúne quase 60 artistas sobre os temas: ecologia, tecnologia e os bens comuns. O evento busca imaginar “como podemos hoje utilizar tecnologias inteligentes, bem como inteligência ecológica, para promover valores sociais – em vez de deixar o capital para definir amplamente os usos dessas técnicas e sistemas de conhecimento”.

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