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Em setembro de 2018, a organização The Ocean Cleanup lançou seu dispositivo flutuante capaz de coletar resíduos plásticos. A tecnologia foi criada especialmente para deter a “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, zona entre o Havaí e a Califórnia (EUA) onde se concentra uma quantidade absurda de lixo plástico: mapeamento de 2018 indica que mar de plástico equivale a três vezes o tamanho da França. A empreitada sofreu alguns obstáculos e o sistema teve de ser rebocado antes do tempo previsto, mas a equipe analisou todos os problemas e decidiu testar o equipamento novamente -, tendo a experiência dos erros e acertos. 

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Basicamente, parte do dispositivo segue o fluxo da água puxando os detritos para o centro do sistema. Um dos problemas enfrentados na primeira tentativa foi justamente em reter o plástico capturado. “Às vezes, grandes quantidades de plástico se acumulavam, apenas para que algumas – ou todas – voltassem a flutuar. É importante mencionar que a capacidade de retenção por várias semanas ou mesmo meses é crucial, pois esse será o prazo esperado entre as viagens de coleta”, explica a equipe em comunicado. Após analisar diversas possibilidades, a conclusão foi que o problema estava na velocidade. “Para que o sistema retenha efetivamente o plástico, ele deve consistentemente viajar mais rápido que o plástico”. 

Com esta e outras soluções implantadas, Boyan Slat, que é fundador e CEO da The Ocean Cleanup, espera que não haja “muitas surpresas” pelo caminho. Apesar de, publicamente, sempre deixar claro as dificuldades de criar um modelo em escala para limpar o oceano. “A parte mais complicada é que muitos dos aspectos essenciais da nossa tecnologia devem ser testados em condições reais (isto é, no oceano)”, afirmou em texto publicado em seu site.  

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Na semana passada, após quatro meses de reparo, o equipamento chegou à região da sopa plástica -, agora na versão “System 001/B”. A barreira flutuante é composta por energia solar, câmeras, sensores e antenas de satélite. Todo o processo também é acompanhado por especialistas ambientais que monitoram os efeitos da tecnologia em questão sobre a vida marinha. Até agora, a fundação, que contratou um grupo de cientistas independentes, garante que o impacto ambiental foi mínimo. 

Saiba mais sobre a saga do The Ocean Cleanup em coletar resíduos plásticos do oceano.

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